Hoje escrevo para ti, pois quando passeávamos à sombra das decorações de Natal e a tua mãozinha puxava a minha para que visse cada luz, cada coroa, cada árvore, com um entusiasmo comovente eu sorri, gritei, apontei seguindo sem esforço o teu entusiasmo, muito embora nunca tenha vibrado antes com esta época, sempre tenha desdenhado do Pai Natal e nunca tenha tido em casa nada além de suspiros por estar a chegar a quadra natalícia, como se de extermínio se tratasse.
Ontem decidi pela terceira vez na minha vida que gostava do Natal. Não pelos presentes, não pelo consumismo, não pelo bacalhau, pelos sonhos, pelas rabanadas, pelo Bolo Rei, mas por ti meu amor.
Tens-me ensinado tanto ao longo destes quase 4 anos que nem ouso começar a agradecer-te, pois perder-me-ia em tudo, em cada frase, em cada gesto, em cada abraço e eu não quero perder-me, não hoje, não agora que te tenho no lado mais quente de mim.
Sei que vou escrever uma lista para o Pai Natal contigo, que vou deixar-te decorar a árvore sem me preocupar com a estética, que vou abrir as portas para que a tua alegria inunde mais uma vez esta casa e que vou fazer sempre o possível e o impossível para que esse brilho de deleite no teu olhar nunca se perca como o meu se perdeu, pois é através desse olhar que a minha vida ganha todo o sentido do mundo.
a grande maçã
Há 2 horas









