Gostava de vir aqui cheia de inspiração e dizer as coisas mais bonitas do mundo. Pintar de poesia tudo o que reveste o meu coração. Mas vai ficar para mais tarde, pois estou mesmo cansada. Tão cansada como não me lembrava ser possível ficar.
Hoje deixo as coisas mais práticas, só para retribuir a vossa preocupação, interesse e carinho que mais uma vez me encheram de luz.
O António nasceu com 38 semanas e do alto dos seus 3.950 (eu sei que gostam de saber estas coisas) ergueu bem alto o choro para que o pai (que assistiu à cesariana firme, bem disposto e querido) o pudesse ver antes de mim e dar-lhe as boas vindas juntamente comigo.
Parece que não posso ter mais filhos nos próximos séculos, pois a suite presidencial que albergou Mr. António está nas lonas, mas não fiquei nem um bocadinho combalida com a novidade, pois o número 2 sempre foi um dos meus favoritos.
O que me deitou mesmo abaixo fisicamente foi uma grande perda de sangue e consequente anemia que me transformou numa personagem vampírica e me fez desaparecer em cada uma das fotografias idílicas na maternidade.
Daí o cansaço crónico que se abateu sobre o meu corpinho...
Tenho um marido que se revela o melhor do mundo nas adversidades, uma filha que transpira doçura e cuidado com um mano mais novo e um bebé que olha para mim com os olhos trocados de amor e (BATE NA MADEIRA) parece ser muito tranquilo.
Prometo voltar mais inspirada quando o ferro começar a fazer efeito.
EU, ELE E OS VERNIZES... NOT!
Há 1 hora












