Parece que dia 12 de Novembro este blogue fez um ano. Lembro-me que começou como um desabafo escrito para a minha filha e hoje é qualquer coisa que não consigo definir bem, se é que tem algum interesse definir um blogue.
Venho aqui quase todos os dias despejar um bocadinho de mim e confesso que se tornou um hábito, daqueles bem saudáveis do qual já não abro mão.
Continuo a falar para a Alice, pois em muitos sentidos é a pessoa com quem mais me apetece falar para o futuro, é aquela que não me julga, que se limita a beber cada palavra que digo com um interesse comovente. Mas falo também para mim e para quem quer que tenha pachorra para ler estas baboseiras que vou acumulando por estas bandas.
Aqui ficam os dois primeiros posts que escrevi quando decidi entrar neste estranho mas acolhedor mundo dos blogues.
Hoje olhaste para mim com aquele olhar que me diz tudo e não precisámos de falar. Limitaste-te a sorrir. Soube que nos tinhamos entendido na perfeição, que tinhamos alcançado aquele ponto perfeito em que as palavras são mera perda de tempo.
Por algum motivo me sinto tão bem perto de ti Alice.
Porque é que assim que nos libertamos de algo, fica sempre o vazio, a saudade daquilo que não vai voltar. Quando te tinha aqui dentro desejava ter-te cá fora, agora que estás aqui comigo, sinto muitas vezes vontade que regresses para dentro de mim.
O que será que nos leva a desejar sempre o que está no avesso de tudo?
Eu não sei tudo
Há 1 semana
