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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

18 de Janeiro de 2006:

O dia em que te vi pela primeira vez. Recordo cada minuto desse dezoito de Janeiro.
18 de Janeiro de 2011:
Mais um dia em que entendi que tudo brilha mais desde que entraste na minha vida.
O meu coração engordou desde que te conheci e engorda a cada sorriso, a cada conquista, a cada passo, a ponto de já não caber dentro do meu peito.
Parabéns meu amor, minha filha querida.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Só sei que vou chorar

Habituei-me tanto a ter-te todos os dias o dia todo na minha vida durante 4 anos e meio, que vou precisar de outros 4 anos e meio para me habituar a ter-te menos vezes por dia.
Para a semana começas a escola e, racionalidades e pedagogias arrumadas na gaveta, confesso-te em segredo, porque ainda não consegues ver além do meu sorriso: Vou chorar muito. Vou andar na rua, empurrar o carrinho do teu mano e olhar em volta à tua procura. Vou ligar o rádio do carro e ficar à espera que cantes comigo. Vou pedir-te que ponhas a chupeta ao mano quando ele chorar e só depois perceber que tenho que ser eu a ir pô-la. A minha mão vai ficar fria e esquecida dentro do bolso com saudades do calor da tua e os meus passos vão fazer sempre intervalos regulares à tua espera.
Não sei como vai ser. Sei apenas que tem mesmo que ser e que te amo e quando amamos assim sorrimos sempre, mesmo quando dentro do nosso coração chove torrencialmente.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

As melhores conversas do mundo

Hoje no carro, enquanto ouvíamos esse mítico ex-jogador da bola que canta ópera chamado Andrea Bocelli, a Alice delirava tentando acompanhá-lo nos agudos. Vai daí decidi partilhar com ela que aquele cantor de voz tão maravilhosa, não conseguia ver, era cego.
- Que horror mãe, coitado. Mas como é que as pessoas deixam de ver? Caem-lhe os olhos?
Tento não rir.
- Não Alice, às vezes nascem sem conseguirem ver, outras vezes são doenças que vão pondo os olhos mais fracos, até deixarem de conseguir funcionar, os olhos ficam doentes também.
Silêncio.
- Mas já viste como ele canta tão bem?
Silêncio. Eu sei que quando a resposta é silêncio o cérebro dela carbura a todo o gás.
- Mãe, ele se calhar olhou para o sol com óculos 3D e ficou cego.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

E o Dia Chegou

Nunca pensei dizer isto tão cedo, mas a minha filha de 4 anos está apaixonada.
Acorda a falar nele, suspira de saudades, diz que não consegue tirá-lo do pensamento, faz festinhas na fotografia, anda com um ar murcho e pensativo e só falta mesmo perder o apetite para completar o quadro.
E perguntam vocês: Como é que ainda não a amarraste com algemas à cama, ou ligaste a marcar hora para um pedo-psiquiatra Anacê? Que raio de mãe desnaturada és tu?
Enfim, ainda não fugi com ela para o Polo Sul, porque a paixão da Alice é...
O Woody. Esse cowboy lingrinhas com perninhas de grilo é a primeira paixão da minha filha.

Gravei-lhe o filme que passou no Disney Channel, entretanto já o viu, sem exagero, mais 30 vezes e já foi vê-lo 3D ao cinema. Hoje liguei para a loja da Disney do Colombo a perguntar se tinham lá algum Woody, que a minha filha estava perdida de amores e precisava de se abraçar a ele. Parece que têm. O Hugo está então incumbido (sem que a Alice imagine) de se enfiar no trânsito da 2ª circular depois do trabalho e só vir para casa com o genro pela mão.
Sinto-me velha a valer. Caramba, não tarda está a suspirar por um qualquer actor de carne e osso e daí a nada por um colega de escola...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Orgulho exageradamente babado


Quem diria que aos 34 anos de idade me encheria de vaidade com 5 letrinhas tortas e redondas escritas a laranja numa folha de papel?
Pois é, hoje descobri que as tuas conquistas ainda são um bocadinho minhas e assim há de ser por toda a nossa vida.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pelo Olhar Dela

Fui dar contigo sozinha, sentada de pernas a baloiçar muito concentrada em qualquer coisa que tinhas posto sobre a tua mesinha redonda. Aproximei-me em silêncio não querendo estragar o teu momento, mas morta de curiosidade para ver o que te prendia a atenção daquela forma.
Quando vi o que seguravas nas mãos pensei como todos os dias consegues surpreender-me e como a tua doçura compensa todas as rabujices do mundo.
Olhavas uma fotografia minha e do teu pai de há 8 anos atrás com uma imensa praia por trás e o ar mais jovem deste mundo.
- Gostas de nos ver aí?
- Posso ficar com esta fotografia mãe?
- Claro que sim.
- Gostava de a ter aqui no quarto.
A minha cabeça fez mil e um filmes. Primeiro que andavas triste por causa do nascimento do teu irmão e com saudades de quando éramos só os três, depois pensei que tinhas medo de nos perder.
- Gosto de vos ver juntos, sabes.
Os filmes pararam imediatamente. A Alice é assim mesmo, sensível até à ponta dos cabelos, comove-se com a mesma facilidade que eu e sim, parece que gosta mesmo de ver os pais juntos, só isso.
É tão fácil apaixonarmo-nos pelo olhar dos nossos filhos, mas tão fácil...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um Desabafo à Minha Filha Num Lugar que Fique



Ontem, ao reler um livro escrito à mão que oferecemos ao pai, repleto de fotografias, chamado "A Nossa História", percebi que não há forma mais incrível do que perpetuarmos o que quer que seja através da escrita. Podem ser emoções, sentimentos, perdas, ganhos, sensações, declarações de amor, sopros passageiros de inspiração.
Ler à distância de alguns anos aquilo que se sentiu bem lá atrás provoca-me sempre uma comoção bem funda e muita vontade de resgatar a pureza de alguns sentimentos cá para a frente.
A escrita tem esse dom, de nos transportar, de nos elevar, de nos fazer sentir tudo de novo.
Por isso decidi que vos vou escrever mais vezes a ti, ao teu irmão e ao teu pai. Talvez num blogue apenas nosso, talvez em documentos que vou imprimindo, talvez em qualquer lugar, pois o lugar não importa. Importa apenas que fique.
Quero que fiquem sempre em mim e eu em vocês da forma que melhor sei dizer as coisas. Desejo um dia poder transportar-vos no colo deste amor imenso que vos tenho e que nem sempre digo da melhor maneira do mundo, desejo que saibam sempre aquilo que muitas vezes não consigo pôr na voz e quem sabe conseguir que regressem a este lugar seguro guardado pelas palavras.
Hoje entrei no quarto que será do teu irmão e passei a mão sobre cada figura que me ajudaste a colar com tanto entusiasmo. Não consegui dizer-te o que senti, mas irei escrever-te certamente sobre este mistério de já amarmos alguém que nunca vimos.
Ontem, enquanto desenhavas ao meu lado sobre a mesa desarrumada amei-te por tudo o que serás um dia e ainda nem sei quem serás um dia.
Hoje ao dizer adeus ao teu pai de manhã senti um medo terrível de o perder e não sei bem porquê.
Tudo isto quero dizer-vos todos os dias, tudo isto vos escreverei algures, num lugar que fique.

sábado, 21 de novembro de 2009

Reaprender o Natal

Hoje escrevo para ti, pois quando passeávamos à sombra das decorações de Natal e a tua mãozinha puxava a minha para que visse cada luz, cada coroa, cada árvore, com um entusiasmo comovente eu sorri, gritei, apontei seguindo sem esforço o teu entusiasmo, muito embora nunca tenha vibrado antes com esta época, sempre tenha desdenhado do Pai Natal e nunca tenha tido em casa nada além de suspiros por estar a chegar a quadra natalícia, como se de extermínio se tratasse.
Ontem decidi pela terceira vez na minha vida que gostava do Natal. Não pelos presentes, não pelo consumismo, não pelo bacalhau, pelos sonhos, pelas rabanadas, pelo Bolo Rei, mas por ti meu amor.
Tens-me ensinado tanto ao longo destes quase 4 anos que nem ouso começar a agradecer-te, pois perder-me-ia em tudo, em cada frase, em cada gesto, em cada abraço e eu não quero perder-me, não hoje, não agora que te tenho no lado mais quente de mim.
Sei que vou escrever uma lista para o Pai Natal contigo, que vou deixar-te decorar a árvore sem me preocupar com a estética, que vou abrir as portas para que a tua alegria inunde mais uma vez esta casa e que vou fazer sempre o possível e o impossível para que esse brilho de deleite no teu olhar nunca se perca como o meu se perdeu, pois é através desse olhar que a minha vida ganha todo o sentido do mundo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alice

Hoje olhaste para mim com aquele olhar que me diz tudo e não precisámos de falar. Limitaste-te a sorrir. Soube que nos tinhamos entendido na perfeição, que tinhamos alcançado aquele ponto perfeito em que as palavras são mera perda de tempo.
Por algum motivo me sinto tão bem perto de ti Alice.