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sábado, 4 de dezembro de 2010

10 meses


Meu querido bebé, hoje faz 10 meses que te vi pela primeira vez e desde então que te tenho a crescer ainda aqui dentro. Sinto-te mexer, dar pequenos pontapés e evoluir dia após dia, com uma intensidade sempre maior.
O que cresce dentro de mim não é já o teu pequeno corpo dependente do meu. O que cresce no meu peito é o amor que te tenho.
Nada chega de repente e o sentimento por um filho também se constroi e se acumula hora após hora e quando parece impossível gostar ainda mais, no dia seguinte sentimos que sim, que é mesmo possível e que temos uma reserva de espaço infinita apenas para vocês.
Amo-te António e não sei já viver sem o teu sorriso, sem o teu cheiro, sem o teu cabelo claro, os teus olhos de amêndoa, o teu sorriso de dois dentes, a tua doçura que se espalha a todos aqui em casa.
É bom ter-te nas nossas vidas :)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

9 meses


Hoje fazes nove meses. Tantos meses quantos os que estiveste dentro de mim.
Ainda me lembro quando os dois tracinhos apareceram naquele teste de gravidez e como o meu coração bateu descompassado, cheio de nervosismo, de expectactiva, de medo, de insegurança.
Ainda me lembro de quando eras apenas alguma coisa vaga por detectar com a sonda do ecógrafo e a médica te buscava vezes e vezes sem conta sem nunca te encontrar. Cheguei a pensar que afinal não te esperava, mas tu estavas lá, pequenino, escondido, ainda um projecto de tanta coisa importante, mas estavas lá dentro de mim.
E agora és tanto todos os dias. Tanto na minha vida.
És o menino mais doce, mais sorridente, mais plácido, mais suave de todos os meninos do mundo e eu tenho a sorte de ser a tua mãe.

domingo, 25 de julho de 2010

Cocozando All Day Long

Agora que o meu baby "fala" com os seus brinquedos, chucha no dedo indicador com expressão reflexiva e cruza os pés, como se os baloiçasse descontraidamente nos degraus de um alpendre, podia também fazer cocós num esquema mais ou menos decente e engraçado. Mas não, ele quer ser diferente, por isso decidiu tomar o caminho mais longo da cagada, que é como quem diz, distribuir o mesmo cocó pelas várias horas que compõem um dia.
Senão vejamos, faz um minúsculo de manhã cedo e diz pause, faz outro pequeno a meio da manhã e diz pause, continua depois do almoço e grita pause, mudo-o e assim que se sente fresco, alivia o restinho que tinha ficado, mais ao meio da tarde temos já a segunda parte da cauda da serpente e assim continua largando o seu composto químico até ao anoitecer e a mãe dele, neste caso eu, a trocar fralda atrás de fralda, atrás de fralda, atrás de fralda, atrás de fralda, livrando-o de pequenos e ridículos troços da mesma cagada.
Agora digam-me, porque não largar tudo como uma fartura tamanho xl? Porque não? Eu preferia, juro que preferia dar cabo do assunto com uma pá e um balde, do que andar todo o santo dia de colherzinha de chá.

domingo, 20 de junho de 2010

Filho

Filho, filho, filho, filho. Não me canso de repetir esta palavra e por muito que a repita soa-me sempre a novidade. Tão diferente de filha, tão nova, tal como tu.
Sou daquelas pessoas um bocadinho parvas que pensam que assim que dizem bem de alguma coisa ao mundo, no dia seguinte ela avaria-se, estraga-se, modifica-se, mas acho que é meu dever dizer-te que tens sido suave e se deixares de o ser amanhã mesmo não importa.
És suave meu amor, sorris muito, inventaste uma espécie de tosse para chamares a atenção e sorris para quem quer que se atravesse no teu caminho, mesmo para quem não te olha.
Já comes sopa e papa, entre as duas preferes os legumes. Choras quase sempre durante o processo, mas comes e não ficamos duas horas nessa tarefa, é coisa para 10 minutos.
Queria dizer-te obrigada por seres tão paciente com a tua irmã, por nunca chorares quando ela te pega desajeitadamente ao colo, nem quando grita e corre como uma doida à tua volta. Sabes que ela gosta muito de ti, de verdade, mas ainda não se habituou a essa coisa de ter que me dividir.
Queria dizer-te que foi muito querido da tua parte facilitares as coisas aqui em casa com ela e comigo.
Amanhã não sei como serás, mas hoje és o lado mais suave do tecido da minha vida e eu gosto de passar a mão nas tuas bochechas e sentir fisicamente o que sinto todos os dias aqui dentro.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

4 Meses de Ti


O nome António ainda me parece demasiado adulto para ti que tens o sorriso mais doce do mundo.
Gostas de andar no marsúpio encostado ao meu corpo e a sorrir para toda a gente, desde o sapateiro desdentado, à senhora antipática do outro lado do balcão do café que se vê obrigada a largar a indiferença e olhar-te.
Os teus sons agora são mais meus e eu um bocadinho mais tua também.
Olhas as maluqueiras da tua irmã com um olhar sério que logo se transforma em gargalhada e olhas o teu pai como se tivesses ligado um interruptor de luz bem dentro dos teus olhos.
Gostas de tocar com o pé na grade da cama e segurares na mão a chupeta que logo atiras pelo ar, desesperado por ainda não conseguires encontrar o caminho da boca.
Não sei que cumplicidades teremos, que brincadeiras preferirás, se gostarás das mesmas músicas que eu, dos mesmos livros, se respeitarás os meus humores e eu os teus. Sei apenas que estarei aqui ao teu lado tentando dar-te sombra nos dias quentes e aquecer-te quando o teu coração se sentir mais frio.
Por enquanto envolvo-te no meu abraço apertado e desejo no meu íntimo que nunca te fartes dos meus braços...

terça-feira, 4 de maio de 2010

4 de Maio ou como o tempo nos apanha sempre de surpresa


Se há coisa que me assusta de verdade é a passagem do tempo. Aquela passagem invisível, sem som, que nos apanha sempre desprevenidos.
Hoje apanhou-me desprevenida ter visto dia 4 de Maio no calendário e perceber que já passaram mesmo três meses desde que vi o António pela primeira vez e quase um ano desde que soube que estava à espera dele.
Muitas vezes o tempo apanha-me desprevenida quando o olho e vejo como já cresceu, como já sorri e dá pequenos gritos de alegria. Como já esperneia levantando tudo à sua volta só porque alguém se aproximou da cama dele. Como já nos olha parecendo entender que somos nós, o grupo forte que habita com ele.
Aprendi a conhecer o seu cheiro, a sentir a textura das suas pequenas mãos e a beijar cada ruguinha de bebé.
Ao terceiro mês sinto-me mais mãe dele, muito mais e posso até arriscar dizer que o conheço bem.
Ao terceiro mês a passagem do tempo apanhou-me desprevenida e sei que vai continuar a tomar-me de assalto cada vez que congelar uma imagem de nós e nos vir de fora para dentro. Caramba somos uma família crescida.

sábado, 24 de abril de 2010

não queria fazer muito barulho, mas...

O ANTÓNIO ESTA NOITE DORMIU 8 HORAS SEGUIDAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Já fiz a minha dança da vitória, já rodopiei pela casa até me sentir tonta, já dei pequenos pulinhos em pensamento, já disse yupi mais vezes do que achava possível.
Só espero que esta celebração toda não inverta a tendência. Por via das dúvidas vou ali bater na madeira e já volto :)

domingo, 4 de abril de 2010

2 Meses Comigo

Comigo nunca aconteceu como diziam as outras mães que acontecia.
Comigo não chegou de rompante bem na sala de partos, nem nos dias seguintes como uma luz, um fenómeno paranormal.
Comigo não foi tiro e queda como sempre ouvi dizer que era.
Comigo foi entrando de mansinho, em surdina, pé ante pé, com bastante timidez, até um dia acordar e perceber que estava tomada, irremediavalmente tomada de amor.
Tenho esta parte estranha no meu coração que nunca se deixa surpreender por nada, mas que já bateu e parou, acelerou e desacelerou vezes sem conta, principalmente por razões de amor, principalmente pelos meus filhos (e como ainda é estranho falar no plural).
Fui aprendendo mais de ti ao longo dos dias, uns atrás dos outros, sem pressa, como uma maré que enche cheia de vagas. Fui amando mais de ti a cada olhar, a cada toque, a cada som, a cada sorriso.
Fui amando mais de ti a cada choro, a cada banho, a cada passeio, a cada colo.
Fui amando mais de ti até saber que já és o ar que respiro, que já não sei chegar a casa e não te sentir, que já não concebo o meu quarto sem as tuas pequenas mãos que se agitam quando escutas a minha voz.
Fui amando mais de ti com uma única e absoluta certeza, a de que este amor não tem retorno possível, é o amor de uma vida inteira, enchendo até as páginas do meu passado, de todo o tempo antes de ti, que agora não faz o menor sentido.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Primeira Roupa


Não há nada como mexermos na roupa do bebé que ainda não conhecemos, para nos sentirmos mais próximos desse pequenino ser que aí vem.
Imaginamos como em breve aquele pedacinho de tecido minúsculo vai estar cheio de um corpinho quente e cheiroso. Esquecemos até a parte do chorão, pensando apenas como é bom ter aquele bocadinho de nós enroscado nos nossos braços.
Andava a precisar de me sentir assim, por isso hoje fui em busca da primeira roupa do António (às vezes este nome soa-me tão adulto).
A Alice teve direito a cueiro e golinhas de princesa. Uma primeira roupa digna de capa de revista. Afinal de contas não é todos os dias que se vê o mundo pela primeira vez. Há que estar vestido à altura do acontecimento.
Mas desta vez e certamente por ser um rapaz, não sinto vontade de nada disso.
Fiquei-me numa solução de compromisso.
E pronto hoje sinto-me com vontade de encher isto tudo de roupinhas de bebé e ceder ao melaço que sinto no meu coração, mas não quero deixar ninguém diabético, por isso fica apenas uma fotografia e agora reparo que este é o 500º post deste blogue, nem de propósito :)