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domingo, 6 de novembro de 2011

Tragam os violinos



Bem sei que já venho tarde e a más horas falar desta mítica e mais do que romântica união, mas depois de ouvir pela enésima vez que a Duquesa-Pteronodonte de Alba é maravilhosa e que o amor não escolhe idades e que ela é que sabe o que é vida e que ela esteve lindamente a dançar no seu casamento, qual múmia ressuscitada do sarcófago, prestes a desfazer-se em cinzas, não deu mais para controlar a gargalhada.
Sim, ela tem dinheiro e tem direito a ser feliz, é um facto. Se não tivesse dinheiro, apesar de ter o direito a ser feliz, não encontraria um neto que a ressuscitasse com o seu beijo molhado e que a fizesse de feliz dessa forma amorosa. Teria que ser feliz de outra forma qualquer.
Agora para os mais românticos e para aqueles que apregoam (e bem, claro) que o amor não escolhe idades, tenho uma novidade chocante:
Não, ele não está perdidamente apaixonado por ela. A menos que tenha aquela tara de pinar com cadáveres em decomposição.
Atirem calhaus ao meu coração de gelo, mas aqui há amor ao pilim. Ele gosta do pilim dela, ela tenta segurar o pilim dele e vai morrer a tentar.