Depois de ler este post da minha querida e mui inteligentíssima Joaníssima e mais este da mui sensível e maternal Lady, ou mais não sei quantos que tenho preguiça de linkar, venho aqui dizer que não mexem comigo os blogues que desfilam as compras, os sapatos, as roupas, as carteiras, os gastos pessoais.
Estou-me a cagar.
Tal como sempre caguei para os meus colegas de liceu que diziam quanto tinham custado os seus ténis, ou exibiam as suas belas t-shirts de marca, com orgulho de prémio nobel da medicina, ou os seus carros, ou as suas férias na Quarteira (esse pedaço de paraíso algarvio).
É apenas uma questão de educação, de sensibilidade.
Obviamente que não tem nada de mal. Não prejudica ninguém, mas eu acho um bocado pindérico.
Jamais me ocorreria espalhar aos sete ventos o meu guarda roupa, dia após dia, ou as minhas últimas compras, principalmente numa época em que tanta gente conta os tostões.
Até porque, verdade seja dita, morreriam todos de tédio.
Não sinto inveja, não me dá vontade de coçar sítios estranhos do meu corpo. Apenas não sinto vontade de ver de que formas gastam os outros o seu dinheiro.
Confesso que também ando um bocado enjoada do facebook e da malta que tira fotos aos acidentes mortais, ou que decide fotografar-se em frente do prédio do maluco de Toulouse, para espetar com a foto no seu mural.
Farta da fina barreira que separa o virtual do real, que vicia, manipula, estraga o que possa haver de genuíno.
Em suma, ando com uma overdose de narcisismo alheio. Já me basta o meu.
Passear com pavões
Há 3 semanas











































