

Não vou falar da melhor série de humor dos últimos anos (sim, eu cá acho que é), mas de um dos melhores personagens de humor dos últimos tempos e que, por acaso (ou não) faz parte desta série: Phil Dunphy.
Ele é o protótipo do gajo bonzinho sempre à toa. Quer fazer tudo bem com a mulher, dizer a coisa certa, fazer o que é suposto, mas sai-lhe sempre tudo ao lado.
Há um episódio em que Phil passa o dia num Spa, rodeado de gajas e elas vão-lhe dando conselhos sobre como se comportar com a mulher, e ele, finalmente, consegue brilhar.
Ela telefona-lhe, em stress, a desabafar sobre um problema qualquer que tem que resolver e ele dispõe-se a resolver por ela. Logo o batalhão de mulheres que o rodeiam no Spa, lhe caem em cima.
Como é óbvio (ou pelos vistos não tão óbvio assim), na maior parte das vezes, queremos apenas uma palmadinha nas costas e que se sintam compadecidos com o nosso stress. Enalteçam-nos e digam-nos que a nossa vida não é fácil, mas que nós vamos conseguir, apesar de tudo.
É simples, não é?
Depois de um dia de birras, gritos, em que nada corre bem. Depois de um dia a fazer de juiz nas "discussões" entre irmãos. Olha agora ela tem razão, olha agora é ele que tem. Larga-o, fala mais baixo, não subas para cima da mesa, não subas tu para cima da mesa, que ele copia tudo o que fazes, anda cá, não fujas, não chores, já passou, já vou, não posso, está bem, eu brinco, agora já chega, fecha a televisão, não comas o sabonete, eu não quero discursos sobre o estado da nação. Só quero um abraço e que me digam que sou a mulher mais fantástica ao cimo da terra.