segunda-feira, 30 de abril de 2012

Legos no Campo Pequeno

O mesmo será dizer: Tortura na arena. Milhões de seres humanos acudiram à arena para se especarem em frente de umas trampinhas de lego, com uns comboios pelo meio e umas torres de Belém e Torres de Londres e Eiffel. Entre as pisadelas, fanáticos da fotografia sobre o lego, capazes de cometer crimes por uma boa fotografia do seu puto na construção, tropeções no pavimento mal alcatifado, birras, barulho, gritos, empurrões, consegui arranjar tempo para desferir chapadas na minha própria tromba pelo dinheiro gasto na merda dos bilhetes. Vergonhoso enfiarem o que quer que seja naquele espaço de touros. É que, fora de brincadeiras, senti-me uma vaca claustrofóbica no estábulo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

As minhas Curtas

Na caixa do supermercado, uma funcionária extremamente simpática e, decididamente tagarela, decide comentar mais de metade dos produtos que eu levo: Bip/Código de Barras. - Ah, eu gosto muito mais destas escovas de dentes, do que as da Colgate. São mais macias e muito mais resistentes. É para ti, esta, é meu menino? Pergunta a senhora, enquanto dá a escova de dentes das princesas para as mãos do embasbacado António. Bip/Código de Barras - Ah, não sabia que o leite mimosa estava com esta promoção. Nada maus estes cupões de 0,50 cêntimos. Mas eu não costumo comprar o da mimosa. Bip/Código de barras - Este pão Pita, é muito, mas muito melhor do que o da Bimbo. O da Bimbo é muito fininho e mole (Da bimbo e não do bimbo, suas mentes porcas). Uma vez, comprei o da bimbo e pus um bocado de carne assada na frigideira e depois maionese e depois enrolei tudo na pita e ficou tão, mas tão bom. É assim que vai fazer? Eu rezei uma pequena oração interior: Obrigada, Deus, por teres evitado que trouxesse os pensos higiénicos Evax, ou os preservativos Control. E porque é que a bosta atrofiante do novo blogger me fez desaparecer os parágrafos, alguém sabe? Odeio mudanças para pior.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ode à Mãe

Há muitas mulheres que dizem que o facto de terem sido mães, não as modificou nem um bocadinho. Eu não faço parte desse grupo de mulheres, pois, feliz, ou infelizmente, não sou impermeável às coisas que me sucedem. E os filhos sucedem-nos, sim. Acontecem-nos. Inexoravelmente. Para sempre. Não é suposto amarmos assim. Não é suposto o nosso coração bater para insuflar vida para além da nossa, mas ele passa a bater por eles, porque a vida deles acontece na nossa e assim será até ao fim. Enquanto o nosso coração bater, eles estarão vivos. Por isso, não é suposto que deixem de viver antes de nós, porque nos descompassam o coração, porque ele baterá sempre as vezes necessárias para nós e para eles, só que eles já não estão mais aqui e o coração cansa-se. Cansa-se, porque bate por muitas vidas, cego, obediente, instintivo, mas não os respira mais, não os sente, não ouve a sua voz, o som dos seus passos e passa a bater desesperado e sem recompensa. A imagem daquele amor que nasce pequenino e cresce ao longo de uma vida inteira e que é só nosso, não o larga. A imagem do colo, do filho menino, da mão, do quente do seu corpo, dos sussurros, do sono, das conquistas, do filho crescido, dos amores, dos sonhos não morre nunca dentro da mãe que lhe sobrevive. Desde que fui mãe, quando oiço falar de um filho que partiu antes do seu tempo, penso na sua mãe e choro com ela.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

15 de Julho de 1975 e a liberdade

Nasci mais de um ano depois do 25 de Abril de 1974. Mas não deixo nunca de agradecer em silêncio, e em voz alta, o facto de ter nascido num país mais livre. Não tenho saudosismos salazaristas, como muitos que não sabem como se vivia no Estado Novo, ou outros tantos que já se esqueceram, ou outros tantos que até gostaram. Apesar de nunca ter vivido no Estado Novo, não queria ter vivido no Estado Novo. Não quero que o tempo volte para trás, não gosto da palavra ditadura, não gosto da estagnação, da mordaça, das amarras ao pensamento. A democracia, apesar de tudo e de tantos abusos e decepções e tropeções, ainda é um mal menor e a ela agradeço poder votar, poder sair do país, poder ser considerada ser pensante e existente, sem autorizações do macho. Jamais me ocorreria ter saudades do fascismo. Jamais me ocorreria não ficar feliz pelo 25 de Abril.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Prostituta da Alegria de Viver numa Espécie de Campo

Ana sai de casa para ir buscar Alice à escola stop. Ana abre porta da garagem stop. Ana vê uma espécie de alien centopeico, com quinhentas patas asquerosas e para aí com uns 15 satânicos cm de comprimento stop. O que é que a Ana faz? a) esborracha o alien com o seu fino sapato de téne, correndo o risco de apenas o arranhar? b) encontra uma bigorna e atira-a de encontro à filha da putassa, seguindo-se uma dança de pulos sobre a bigorna? c) Pega-lhe pelo rabinho e solta-a de volta à natureza, pois que não se faz mal a bichos? d) tira-lhe uma fotografia (para ter provas materiais, caso o cônjuge a acuse de exagero), enfia-se na viatura e tranca as portas, enquanto reza uma Avé-Maria? Pois...

Dor

Há muitas pessoas avessas a tomarem remédios. Sejam eles xaropes, comprimidos, vacinas, cápsulas de gelatina, efervescentes, injectáveis, supositórios. Preferem aguentar a dor a ingerir esse veneno gosmento chamado medicamento. Elas não gostam, não curtem, não são apologistas e, por isso, aguentam estoicamente a dor de cabeça, ou a azia, ou o desarranjo intestinal, só para não causarem ao organismo virgem o choque do contacto com a droga legalizada. Há quem se recuse a "sofrer" uma epidural, ou quem seja aconselhado a aguentar a dor, pelo bem da humanidade. Pois eu estou longe de ser essa super heroína anti-droga. Se tenho uma dor no dedo do pé e se existir, algures, uma planta rara e tóxica que me alivie a merda da dor, eu estou lá, no topo da montanha a colhê-la com dedicação. Se começa a despontar uma dor de cabeça, que se prevê aguda passados uns minutos, já estou a dar-lhe com o comprimido adquado. Se dizem que a morfina alivía as dores na costura, toca a pedir várias doses e se a epidural é uma barreira entre o meu corpinho e a dor, venha ela, por favor, que eu não nasci para sofrer. Eu quero o alívio imediato, a solução em forma de lamela, a cura milagrosa. Eu quero resolver a questão o quanto antes. Por isso, sou uma conspurcada impaciente, que não gosta do masoquismo implicito à cena de aguentar a dor. Aguentá-la para quê, se existe algures uma droga à minha espera?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Assunção, diz-lhes que não

A nossa ministra Assunção Cristas(sim, a que tomou a vanguardista e muito eficaz medida de a malta ir trabalhar sem gravata para o bem do país), é constantemente abordada por jornalistas rosa, que a questionam sobre os filhos:
Ah, eles ressentem-se muito com a sua ausência?
Ah, como é que concilia tudo?
Ah, como é que consegue ser mãe e ministra?

Eu queria saber, pois não posso saber tudo neste mundo das revistas e afins, se também fazem essas perguntas aos ministros-gajos.
É que, de tanto ser abordada com perguntas fodidas e cretinas, ela sai-se com respostas no mesmo nível, do género:
"O melhor que posso fazer pelos meus filhos, é dar o meu melhor pelo nosso país."
Acredito que ela não saiba mais como não mandar os jornalistas para o pénis, mas uma resposta destas não é aquilo que um puto deseja ouvir, quando pede à mãe para ir ao Parque.
Espera aí, que primeiro tenho que ir tratar do país.
Deixo aqui um manifesto, utópico bem sei, anti-perguntas cretinas. Ou, em não sendo possível, proponho que formulem essas mesmas perguntas cretinas aos homens do governo, que deixam as mulheres a braços com a família de pai-ausente.

domingo, 22 de abril de 2012

ó mãe,

- Posso pedir-te uma coisa?
- Não me digas que queres mais presentes?
- É só uma coisa. Não são muitos presentes.
acho que reviro os olhos, mas não posso garantir.
- Não achas que tens tido presentes a mais?
- É só mais este.
- O que é que tu queres, diz lá...
- Um corno.
Não, não é uma Barbie, um caderno para pintar, um livro, um Nenuco, uma playstation. A minha filha quer um corno.


Mais tarde, percebi que viu na televisão um homem a beber por um corno, ao estilo idade média.

sábado, 21 de abril de 2012

OHMMMMMMM



Das minhas quase zero virtudes, saber esperar é uma daquelas que está em constante construção.
Sou sempre a primeira a acabar uma refeição, a primeira a chegar, a primeira a sair da sala de cinema (longe vão os tempos em que ficava estarrecida a olhar para os créditos finais do filme. Eu quero é sair antes da maralha toda), a primeira a ficar pronta, a que toma banho mais rapidamente, a que despacha o trabalho em menos tempo.
Detesto comer uma refeição com alguém que nunca mais termina. Já estou eu a pensar na sobremesa, enquanto o parceiro de comida, ainda vai a meio do bife.
Enfim, sou uma chata do caraças. Detesto deitar-me com a sensação que deixei mil coisas por terminar.
Ter putos ensinou-me a refrear as minhas pressas. Ter que parar a ver o cão sarnento que passa, ou a contemplar uma montra cheia de Hello Kitys, ou Faíscas. Ter que desacelerar o passo, ao ritmo dos passos tão pouco apressados das crianças, que estacam por tudo e por nada e que em tudo encontram fascínio e graça, ensinou-me a arte do freio na minha própria pessoa.
Mas não é fácil, não é mesmo nada fácil.
Só muda alguma coisa quando estou de viagem. Adoro parar, contemplar, engonhar nas ruas, deter-me, perder-me, observar. Como se pudesse parar o tempo e ceder finalmente à vida.
No resto dos dias, ando sempre a tentar ganhar tempo, para depois conseguir parar e esqueço-me que parar também é ganhar tempo.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os Palitos Móveis

Com o advento do telemóvel, meter os palitos a alguém ficou bem mais fácil.
Antigamente, se alguém saía do trabalho, ficava incontactável e facilmente catado, assim que os colegas atendiam o telefone fixo, amarelo mostarda com grandes teclas brancas, e diziam que a pessoa em questão não estava no seu estaminé, a suspeita confirmava-se.
A desculpa de estar em casa de um amigo era difícil de gerir, pois o amigo teria que improvisar uma ida à casa de banho do empalitador, ou outra desculpa igualmente rasca quando o telefone fixo tocasse.
Se alguém dizia que tinha que ficar a trabalhar até mais tarde, era bom que a queca traidora fosse ali mesmo, sobre as gavetas de arquivo, ou a secretária desengonçada.
Estar sempre contactável, poder dizer que se está no trabalho, ou nas compras, ou a fazer jogging, quando na realidade se está num motel de beira de estrada a pinar, é do caraças. Pode sempre invocar-se falta de rede, ou falta de bateria, para as quecas sem interrupções.
Mas, por outro lado, e como nada é perfeito neste mundo, ser-se catado tornou-se bem mais fácil. Há sempre um sms esquecido, registos de chamada para um número suspeito, um voice mail não apagado. Com os Smart Phones a coisa torna-se ainda mais dramática, pois os chats, os facebooks e todas as redes de comunicação, deixam rasto. Um rasto demoníaco, quase impossível de apagar e que exige do encornador uma perícia que não está ao alcance de todos.
Deus dá com uma mão e tira com a outra, é bem verdade.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quanto mais conheço o mundo, mais amo as crianças

A Alice tem que levar acessórios meus para a escola, a fim de fazer uma surpresa para o dia da mãe. O entusiasmo dela ao ver os meus escassos colares de pedras coloridas foi de uma doçura impagável. Para ela, todos os meus colares de missangas são de diamantes e as minhas pulseiras de couro, simples e sem grandes ornamentos, são a mais bela filigrana.
As pessoas que a Alice ama são todas lindas, e ela não se cansa de o repetir, as vezes necessárias, até que eu própria acredite nas suas palavras. Quer envergue uma sweat-shirt puída e calças de ganga, ou sabrinas prateadas (o máximo do meu esplendor, ultimamente), a mãe dela é a mais bonita de todas as mães, excedendo aos pontos algumas das mães produzidas, que deixam um enorme rasto de perfume, quando levam os meninos à escola.
Para o António, o pequeno e discreto carro do pai é um Ferrari e, de cada vez que vê um igual na rua, estacionado, ou em movimento, grita a plenos pulmões que é o carro do pai, com uma espécie de orgulho desmedido, de amor imenso reflectido em cada gesto. Os seus olhos brilham e o coração acelera, de cada vez que se aproxima daquela humilde viatura, que é a mais veloz e mais gira do seu universo, pelo simples facto de ser a do seu pai.
O amor que eles nos têm, pelo menos até uma certa idade, depende apenas do amor que lhes damos e isso não tem a ver com a beleza que se vê por fora e sim com a mais importante, aquela que se sente por dentro.
Quanto mais conheço o mundo, mais gosto das crianças (há quem diga isto para os animais, mas eu prefiro as pessoas pequenas de tamanho).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Lidar com uma Gaja




Não vou falar da melhor série de humor dos últimos anos (sim, eu cá acho que é), mas de um dos melhores personagens de humor dos últimos tempos e que, por acaso (ou não) faz parte desta série: Phil Dunphy.
Ele é o protótipo do gajo bonzinho sempre à toa. Quer fazer tudo bem com a mulher, dizer a coisa certa, fazer o que é suposto, mas sai-lhe sempre tudo ao lado.
Há um episódio em que Phil passa o dia num Spa, rodeado de gajas e elas vão-lhe dando conselhos sobre como se comportar com a mulher, e ele, finalmente, consegue brilhar.
Ela telefona-lhe, em stress, a desabafar sobre um problema qualquer que tem que resolver e ele dispõe-se a resolver por ela. Logo o batalhão de mulheres que o rodeiam no Spa, lhe caem em cima.
Como é óbvio (ou pelos vistos não tão óbvio assim), na maior parte das vezes, queremos apenas uma palmadinha nas costas e que se sintam compadecidos com o nosso stress. Enalteçam-nos e digam-nos que a nossa vida não é fácil, mas que nós vamos conseguir, apesar de tudo.
É simples, não é?
Depois de um dia de birras, gritos, em que nada corre bem. Depois de um dia a fazer de juiz nas "discussões" entre irmãos. Olha agora ela tem razão, olha agora é ele que tem. Larga-o, fala mais baixo, não subas para cima da mesa, não subas tu para cima da mesa, que ele copia tudo o que fazes, anda cá, não fujas, não chores, já passou, já vou, não posso, está bem, eu brinco, agora já chega, fecha a televisão, não comas o sabonete, eu não quero discursos sobre o estado da nação. Só quero um abraço e que me digam que sou a mulher mais fantástica ao cimo da terra.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

(alguns) Dos Livros da Minha Vida que Deram (alguns) dos Filmes da Minha Vida






Ninguém captou tão bem a obscuridade do coração humano como Henry James (wings of the dove e portrait of a lady, entre muitos outros).
Edith Warthon sempre me fez lembrar o próprio Henry James em feminino. Maravilhosa, suave, profunda (The House of Mirth).
E o meu querido Somerset Maugham, cuja leitura aconselho a partir dos 14/15 anos (a sério), deu origem a um dos filmes mais romanticamente perfeitos de todos os tempos, The Painted Veil.
Não acho que os filmes tenham que ser fiéis aos livros nos quais se baseiam, mas quando isso acontece e corre bem, é uma maravilha. Quando o filme se afasta completamente do livro e corre bem, é outra maravilha :)

sábado, 14 de abril de 2012

Saudade em Sintra

Na vila mais mágica, mais poética, mais cinematográfica, mais misteriosa, mais bucólica, mais maravilhosa do país, uma casa de chá que a reflecte na perfeição e onde comi o mais gigantesco e saboroso scone dos últimos tempos, com doce de laranja caseiro.
A última vez que lá tinha estado, num fim de tarde de inverno, mal tinha conseguido apreciar, pois o António era pequeno, ia na cadeirinha e esta mal cabia no meio das mesas com tanta gente que lá estava. Mas hoje, caraças, hoje foi divinal :)
Se quiserem aproveitar este friozinho que ainda cheira a inverno, passem por lá.




Imagens gamadas da net.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Linguagem para pessoas que espetam o corneto na testa e uma curiosidade

Dahhhh, LOL, ROTFOL, OMG, OMFG, NOT, SO NOT, BTW, NOTE TO SELF!!!!!!
A sério, amo toda a gente na mesma, mas já não se aguenta. Toca a inventar coisas novas, como palavras inteiras, por exemplus.

Curiosidade:
Ontem, no telejornal, fiquei a saber que em Santarém se comem Caralhotes. Tenho que googlar caralhotes.
Googlar é uma palavra boa como o google.

Eu e o Co-Sleeping



A sério, eu entendo tudo e todos os argumentos que defendem o co-sleeping, nome giro para tudo ao molho e fé em Deus, mas estou convencida que se aceita isto e se classifica e explica e defende, só para animar os pais, que não conseguem, porque simplesmente não têm força anímica às tantas da madrugada, para contrariar a criançada e eu entendo.
Falo por mim, mas nunca consigo dormir com a cama cheia. Tirando de manhã cedo, quando chove lá fora e nos enroscamos todos naquele sono levezinho, cama cheia, para mim, é sinónimo de insónia e insónia é sinónimo de falta de forças para respirar no dia seguinte.
É claro que não é uma regra inflexível. Tudo muda quando há febres, tosses, viroses, mas a realidade é que o co-sleeping não é para o meu organismo. Depois como é que se pára o hábito? E se eles continuam até aos 20 anos?
Aprendi, às minhas próprias custas, que introduzir hábitos que nos "aprisionem" (e aqui falo de todos) significa escavarmos uma espécie de "buraco", de onde depois não conseguiremos sair facilmente.
Mas isto sou eu e nada garanto em termos de para sempre, nem de coerência nesta cena da maternidade. Eu quero é que seja bom e fácil para todos e o que é bom e fácil para mim, pode muito bem não ser para os outros, bem sei.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Um dia Sem Sapatos

Olhem só que iniciativa gira..
Se o mundo fossem 100 pessoas, 40 não teriam sapatos.
Um bem tão básico para nós e tão raro (ainda) para tantos. Em muitas partes do mundo, possuir um par de sapatos é um luxo, um motivo de orgulho, um sonho difícil de alcançar.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Declarações de Amor



Não gosto do Steve Carrel como actor. Acho que tem cara de parvo e uma tendência para representar sempre da mesma forma. Mas ontem, enquanto o ouvia no programa da Ellen (ok, já estou um bocadinho mais rendida ao estilo dela. Isso, ou preciso de um talk show por noite para sobreviver), comprovei uma vez mais que podemos achar um gajo mau actor como o caraças, mas gostar dele enquanto ser conversante e pensante.
Parece que ele é casado há 16 anos e, quando questionado sobre as coisas românticas que fazia à sua mulher, ele respondeu:
Descarrego sempre a loiça da máquina. A maior parte dos homens pensa que precisa de oferecer brincos de diamantes, mas se descarregarem a loiça da máquina, estão safos.
Em contrapartida, ela deixa-me sempre a máquina do café pronta, para o meu café na manhã seguinte. Levanto-me muito cedo e é só carregar no botão.
Eu acho que isso prova que ela me ama.
Depois de alguns anos de vida em comum, pelo menos para mim, é nestes gestos estupidamente banais que residem as declarações de amor. Por isso, Steve, se me lês (eu sei que sim, com o google translator), quero que saibas que sabes exactamente onde fica o ponto G da tua mulher.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mundo Virtualmente Chato

Depois de ler este post da minha querida e mui inteligentíssima Joaníssima e mais este da mui sensível e maternal Lady, ou mais não sei quantos que tenho preguiça de linkar, venho aqui dizer que não mexem comigo os blogues que desfilam as compras, os sapatos, as roupas, as carteiras, os gastos pessoais.
Estou-me a cagar.
Tal como sempre caguei para os meus colegas de liceu que diziam quanto tinham custado os seus ténis, ou exibiam as suas belas t-shirts de marca, com orgulho de prémio nobel da medicina, ou os seus carros, ou as suas férias na Quarteira (esse pedaço de paraíso algarvio).
É apenas uma questão de educação, de sensibilidade.
Obviamente que não tem nada de mal. Não prejudica ninguém, mas eu acho um bocado pindérico.
Jamais me ocorreria espalhar aos sete ventos o meu guarda roupa, dia após dia, ou as minhas últimas compras, principalmente numa época em que tanta gente conta os tostões.
Até porque, verdade seja dita, morreriam todos de tédio.
Não sinto inveja, não me dá vontade de coçar sítios estranhos do meu corpo. Apenas não sinto vontade de ver de que formas gastam os outros o seu dinheiro.
Confesso que também ando um bocado enjoada do facebook e da malta que tira fotos aos acidentes mortais, ou que decide fotografar-se em frente do prédio do maluco de Toulouse, para espetar com a foto no seu mural.
Farta da fina barreira que separa o virtual do real, que vicia, manipula, estraga o que possa haver de genuíno.
Em suma, ando com uma overdose de narcisismo alheio. Já me basta o meu.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Não custa repetir

Eu sei que já disse que era dos melhores dos últimos tempos, mas faço questão de dizer outra vez:
Vejam.