segunda-feira, 19 de agosto de 2013

...

Perdoarmo-nos a nós mesmas quando sentimos que não houve férias, apesar de termos saído do sítio do costume.
Perdoarmo-nos a nós mesmas quando sentimos culpa por não termos sentido que tivesse havido férias.
Perdoarmo-nos a nós mesmas por sentirmos coisas menos positivas, apesar de ser suposto sentir alegria constante.
A partir do momento em que nos comprometemos com a maternidade invertem-se os mundos e o descanso deixa de ser o nosso, passando a centrar-se na alegria deles.
Os meus filhos brincaram, mergulharam, comeram sandochas com areia debaixo do guarda-sol, bolas de Berlim, línguas da sogra, gelados a desoras, fizeram castelos de areia pouco sólidos, ficaram com os dedos dos pés estupidamente bronzeados, enchendo-me de vontade de lhes trincar cada um desses pedacinhos de caramelo, riram, gritaram, viveram com toda a energia que pinta as crianças da mais pura alegria.
Conheceram a Isla Mágica e um bocadinho de Sevilha, no que foram os dois dias mais quentes e cansativos da minha memória.
Vim mais cansada do que fui, mas eles trouxeram a recordação de mais um verão em que foram crianças, com todos os direitos e prazeres implícitos e isso, afinal de contas, é o mais importante e o que nos enche da sensação de dever cumprido e comprido ;)

5 comentários:

Tanita disse...

E mesmo assim conseguimos ser estupidamente felizes, porque basta-nos o sorriso deles.

Naná disse...

De quanto vale a alegria e a "histeria" deles com a praia e o verão e tanta coisa?!
Vale mesmo muito mais do que alguma vez ousámos pensar...

gralha disse...

Agora que o António vai para a escola acho que mereces uns dias para te mimares. Oh se mereces.

macaca grava-por-cima disse...

abraço solidário! :-)

nobody listening disse...

e como te entendo ... até me senti cansada de imaginar o teu cansaço e revi o meu ... todo do princípio ao fim. sou solidária