terça-feira, 20 de agosto de 2013

voltem depressa

Morreste e ainda não aceitei dizer esta palavra em voz alta.
Escrever que morreste é mais duro, mas mais simples do que falar que morreste.
Existem coisas que se escrevem melhor do que se falam e a tua morte é uma delas. Por isso, escrevo-te que morreste, apesar de ter a certeza - das certezas nenhumas do mundo - de que me lês e àquilo que te escrevo todos os dias.
Morreste e queria mostrar-te tantas coisas que te tenho escrito desde que te foste embora.
Desculpa não termos voltado depressa, mas continuamos aqui, ingenuamente à espera que voltes tu depressa de onde quer que estejas.
Morreste e nós prosseguimos com a tortuosa cadência dos que perdem sem retorno. É que, se há dias em que a morte faz parte da vida, outros há em que queria que a morte simplesmente se fodesse.

11 comentários:

Ana. disse...

Não podiam ter voltado suficientemente depressa, Cê... E tenho a certeza que gosta muito do que lhe escreves, porque sai do coração.
Pega um abraço apertadinho.

Naná disse...

Escrever a morte é bastante mais fácil do que dizer... não se entaramelam as palavras e é mais difícil conter as lágrimas.

Mas uma coisa é certa: a cada texto que escreves, para ela ou não, estás mais perto dela e ela de ti!

Melissinha disse...

Vejo -a em cada menina do andanças. Todas tão merecedoras de vida quanto ela. E cheias de ganas, de música, de amor, de vida.
Também espero que ela volte depressa, e tenho uma pontinha de esperança de a reconhecer de alguma forma, nesta vida ou noutra qualquer.

Melissinha disse...

Vejo -a em cada menina do andanças. Todas tão merecedoras de vida quanto ela. E cheias de ganas, de música, de amor, de vida.
Também espero que ela volte depressa, e tenho uma pontinha de esperança de a reconhecer de alguma forma, nesta vida ou noutra qualquer.

Melissinha disse...

Vejo -a em cada menina do andanças. Todas tão merecedoras de vida quanto ela. E cheias de ganas, de música, de amor, de vida.
Também espero que ela volte depressa, e tenho uma pontinha de esperança de a reconhecer de alguma forma, nesta vida ou noutra qualquer.

Melissinha disse...

Vejo -a em cada menina do andanças. Todas tão merecedoras de vida quanto ela. E cheias de ganas, de música, de amor, de vida.
Também espero que ela volte depressa, e tenho uma pontinha de esperança de a reconhecer de alguma forma, nesta vida ou noutra qualquer.

Joel Carvalho disse...

O carteira Vazia - eu sei que talvez este local não seja o mais próprio para divulgar uma página, mas não custa nada dar uma olhada rápida pelo meu blog. penso que toda a todos, a crise...

http://ocarteiravazia.blogspot.pt/

Joel Carvalho disse...

O carteira Vazia - eu sei que talvez este local não seja o mais próprio para divulgar uma página, mas não custa nada dar uma olhada rápida pelo meu blog. penso que toda a todos, a crise...

http://ocarteiravazia.blogspot.pt/

gralha disse...

Cada vez que regressamos à nossa vida custa mais uma vez que haja quem não regresse. Espero que a Melissa tenha razão.

Vânia Silva disse...

Não sei quem perdeste, mas fiquei presa nisto: "É que, se há dias em que a morte faz parte da vida, outros há em que queria que a morte simplesmente se fodesse"...

já senti isso, sem tirar nem pôr.
E sim, que se foda a morte e tudo o que tira a vida!

http://saladosilenciocorderosa.blogspot.com.pt

Disse disse...

A morte é como um quarto onde, de repente, falta a luz. Tristemente, a luz nunca lá voltará. Assim, não nos resta mais hipóteses que fechar definitivamente o quarto, a sete chaves e deitar essas a chave fora. Já tirámos de lá, seguramente, e enquanto havia luz, tudo aquilo que tem luz própria ou que nos poderá iluminar num momento de escuridão. Tudo o resto são estrelas e lágrimas. Que estas últimas não nos impossibilitem de ver as primeiras.