segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pais cocó

Ontem, numa das nossas incursões domingueiras pelo parque infantil, presenciámos o desespero de uma mãe, que tentava que o marido/pai jogasse à bola com o puto. O homem estava confortável, com o seu telemóvel, debaixo do frondoso arvoredo e julgava-se o rei do pedaço. Achava, com toda a certeza, que a sua mera presença, ainda que passiva, fosse o suficiente para a mulher não se queixar de mais nada.
"Eu só tenho deveres, deixei de ter direitos!", gritava ela ao homem, que repousava sob a sombra do arvoredo. E aquilo chamou a minha cuscuvilheira atenção e pôs o meu diminuto cérebro a carburar.
Acabei por concluir, sozinha com os meus botões, enquanto via o Hugo a empurrar o António no baloiço, que mais depressa me levaria ao divórcio um marido que fosse um pai merdoso, do que só um marido merdoso.
Não há rigorosamente nada mais desesperante do que assistir à fraca performance de um pai que se encosta, que não reage, que não colabora. Que acha que tudo aquilo que faz é um extra, um bónus, quando na realidade é uma obrigação inerente à sua condição de pai.
Por isso, meninas que lêem esta gaja-demasiado-rabugenta-para-ser-verdade, escolham bem o macho com quem vão constituir prole. É que vão ficar ligadas a ele para toooooda a vida, mesmo que o divórcio chegue e não há coisa mais chata, do que estar ligada a um homem que não sabe ser um bom pai para os vossos filhos.

10 comentários:

Supertatas disse...

e mais nada.

Naná disse...

Concordo mesmo contigo... é muito pior um pai merdoso do que um marido merdoso!
É que nós sabemos defender-nos e impedir que nos magoem, mas os nossos filhos não...

_+*Ælitis in Paris*+_ disse...

Prestando toda a atenção do mundo. Até porque não quero casar com "o meu pai"...

gralha disse...

Posso acrescentar uma coisa, posso? Que não seja um pai merdoso, mas também que não seja escolhido só porque será bom pai (que isto do relógio biológico pode ser muito perigoso)

_ba_ disse...

Isso e Mães que encontro no Jardim, sempre de telemóvel "em riste" é o prato de cada dia.
Será que por levar o meu filho ao jardim posso estar, o tempo todo, a falar ou a enviar sms's? Acho que o que ele espera é que inter-aja com ele e não que me "cole" ao aparelho ...aqui em casa, às vezes, também é complicado que o Pai brinque ou faça alguma coisa mas também porque o seu trabalho (jornalista e agora até voltou à reportagem) não o ajuda mas a mim nunca me impediu de pegar nele (como ontem por exemplo) e irmos para a praia, o jardim, o paredão, etc ...centros comerciais é que não obrigada :-)
Mesmo assim acho que o problema maior, hoje em dia, é o encontrar um HOMEM...no fundo são como as casas de banho: ou cheiram mal ou estão ocupados :P

Melissinha disse...

Na mosca, Cê.

Sandra disse...

Ana C.:Deixa-me de boca aberta. Cada tiro, cada melro.Sublinho a parte da ligação eterna mesmo depois do divórcio (o que vou sabendo, vendo e engolindo em situações próximas é de bradar aos céus!).
Ó seu blogue destaca-se pelos detalhes da realidade, do dia a dia, daquilo de que são mesmo feitas as nossas vidas.Sou leitora ssídua e cada vez tenho mais motivos para o ser. Muito obrigada pelo "ouvido", entre outros sentidos sempre tão atentos.

MARIINHA disse...

Olha Ana Cê, não digo nada, só que concordo e subscrevo inteiramente tudo o que dizes.
Beijinhos à tua linda prole.

Aislin disse...

medo muito medo! Espero conseguir acertar...

Aislin disse...

medo muito medo! Espero conseguir acertar...