sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Estado de Emergência Mental

Depois das medidas-para- deixar-a malta-em-pelota do governo, milhentas vozes se levantaram.
Perguntam vocês:
Vozes de protesto? Vozes de compadecimento?
E eu respondo:
Não.
A maior parte das vozes que escutei por este mundo virtual, foram vozes de regozijo. Ufa, ainda bem que ganho menos de 1000 euros, ufa, acho muito bem que a classe média pague, xiça, ainda bem que sou pobre. Eles que vão masé trabalhar, os mandriões que ganham esses milhões de euros. O que me leva a concluir que quem ganha mais de 1000 euros é milionário e não trabalha.
Somos um país de facto triste, onde parece que ganhar razoavelmente, por um trabalho que se faça bem, é vergonha (sendo que ganhar bem, não é ganhar 1000 euros).

Desabafo inspirado neste post.

8 comentários:

macaca grava-por-cima disse...

É o umbiguismo a reinar, como sempre... que tristeza!

Ana C. disse...

macaca grava por cima, não rigorosamente nada a ver com a crise, mas não imaginas como gosto do teu nome :)

macaca grava-por-cima disse...

;-) por alguma razão especial?

(eu tenho esta alcunha por um motivo)

Melissinha disse...

Gravaste por cima do que não devias :D

Ana C. disse...

gravaste por cima de quê??? :)

macaca grava-por-cima disse...

gravo por cima... é um hábito... às vezes sou um bocado "loiiiiiiiiiira!"

cArLos disse...

Muito bem Ana... os portugueses perdem-se em opiniões estéreis e não com aquilo que é verdadeiramente importante... vou perder os subsídios e como trabalhador honesto, responsável e empenhado, sinto que estou a contribuir mais do que seria desejável num plano de verdadeira solidariedade nacional pelos erros de outros. VAMOS À LUTA !!

gralha disse...

Infelizmente, as dificuldades costumam agudizar o egoísmo de cada um. Acho que vamos ver cada vez mais disto.
Não é por eu não ganhar 1000 euros nem nunca ter visto um subsídio da vida que deixo de me compadecer com o que estas medidas significam para muitas pessoas. Ainda que não veja alternativa a que sejam aplicadas, e outras ainda mais duras (como a redução de postos de trabalho onde eles estão a mais). Neste período complicado, vou esforçar-me ainda mais por estar atenta aos outros e por ajudar com o pouco que posso.