quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

To Have or Not to Be, ou qualquer coisa assim

Outro dia ouvi um realizador de cinema, americano e milionário, dizer que percebeu que o dinheiro não era importante. Despojou-se assim dos casarões, dos carrões, dos milhões e de tudo o que acabasse em ões na sua vida. Ficou mais feliz.
Isto é espectacular, espiritualmente superior, é todo um outro nível de sabedoria de vida. Mas uma pessoa que faça contas ao dinheiro para comprar comida e peúgas para os filhos, ou que tenha os dentes podres, porque não pode pagar o dentista, jamais atingirá este nível de espiritualidade.
Enfim, o que eu quero realmente dizer é que é preciso ter-se dinheiro para se poder afirmar que não se precisa dele.

6 comentários:

margarida disse...

Não podias estar mais certa minha cara Ana ;)
Mas ele ficou na penúria? Não tem dinheiro para comer? Claro, ainda assim é uma coisa extraordinária livrar-se desses milhões todos, mas se calhar ainda ficou mais rico que nós todos juntos.

Melissinha disse...

Sim, mas olha que dá sempre para simplificar. Eu simplifiquei muito de uns anos para cá, e tem resultado.

Sou mais rica assim, querendo menos (já que não dá para ser tendo mais).

carla disse...

Ora nem mais!

Dorushka disse...

Eh pá, também vi e pensei o mesmo!

E, além disso, ele não se livrou do dinheiro todo! Tu viste bem o luxo da roulotte do senhor?

Maria de Lurdes disse...

Vale a intenção, mas a verdade é que com a conta mais recheada também eu podia ser mais desprendida...

gralha disse...

Oh yeah. E há uma grande diferença entre ser-se despojado (que é fixe) e destituído.