segunda-feira, 14 de maio de 2012

blábláblábláblá enche chouriço blábláblábláblá

No Querido Mudei a Casa falam muito mais do que trabalham. Eles falam sobre o conceito da iluminação, sobre a inspiração, sobre o dia que faz lá fora, sobre a textura das cores escolhidas, sobre o ambiente retro mini chique, sobre como o branco expande e o preto encolhe, sobre o primário, sobre o verniz, sobre o prego de tamanho ideal e da bucha certa, eles falam e tentam graças e risos e partidas e falam. Enquanto no Total Makeover já fizeram 3 mansões em pladur, no Querido ainda estão na fase de explicar o que os inspirou a meter o primário da Robialac. No Ídolos falam, falam, chamam atrás para insultar um bocadinho e depois tornam a falar e entra uma música do Gladiador para criar a teia de suspense desejada. Depois debitam mais um pouco e falam mais um quilómetro. Depois entra de novo a música e falam. E nunca, mas nunca mais desenvolvem. Enquanto no American Idol já ouvimos vozes supremas na fase do tudo ao molho em todos os Estados, apreciando as farpelas do Steven Tyler, no Tuga Idol é tudo sofrível. Temos um membro do jurí com expressão de quem se peida por debaixo da mesa e vozes que dificilmente suportariamos no duche do vizinho.

5 comentários:

triss disse...

O Querido só devo ter visto a primeira temporada, depois quando começaram só a fazer casas de tios perdi o interesse. E depois sempre me irritou que a sofia ande a fingir que pinta e que monta móveis, toda empiriquitada.
Toda a gente sabe que nenhuma roupa/cabelo sai incólume das pinturas.

Naná disse...

Ana C. é por essa mesma razão que nunca tive paciência para o Querido Mudei a Casa.

Dentro desse género, gostava muito mais do While you were out! Adorava o apresentador, que era decorador e com dicas e ideias geniais, com pouco dispêndio de dinheiro.
O Total Makeover aborrece-me porque os gajos têm a mania das grandezas... e fazem tudo à grande e sem grande preocupação com o número de árvores que abatem. Gosto muito mais dos programas australianos e americanos que no FNL, onde se recuperam e redecoram casas com orçamentos de 1000$, e onde se faz o "repurpose" de móveis... já vi um aparador de sala acabar como móvel de casa de banho e ficou lindo...
Já para a malta das cantorias, tenho pouca pachorra... nacionais ou estrangeiros...

Mariinha disse...

Eu até gostava ao princípio,depois que passaram a ter publicidade em excesso e o pessoal a falar o tempo todo,não tenho paciência para esperar. Anda por lá um rapaz (não me lembro o nome dele) não sei o que está ali a fazer, não é decorador, não é pintor, não é canalizador. É para decorar? Talvez.

gralha disse...

Estes programas têm de atingir níveis profundíssimos para eu conseguir vê-los. Mas profundíssimos no sentido de imensamente maus. Qualquer coisa que passe no TLC serve para o efeito. Menos os das noivas.

(o Querido é apenas medíocre, não puxa)

margarida disse...

Eu adoro o Querido Mudei a Casa. Adoro. Por força das circunstâncias vejo muito poucas vezes, mas quando estou em casa deixo sempre a gravar no Meo. Mas lá está, tem a grande vantagem de poder passar à frente a parte das conversas, que são chatas, é um facto.