quarta-feira, 7 de setembro de 2011

verdades e constatações mais ou menos universais

Não há rigorosamente nada que pague a sensação de nos deitarmos de consciência tranquila.
Nós somos muito mais aquilo que fazemos, do que aquilo que dizemos.
A família, no final das contas, dos dias, das decepções, das mágoas, das dores, é mesmo o mais importante.
Há coisas que, depois de ditas, apodrecem tudo em seu redor.
Os segredos são coisas nojentas, que precisamos de partilhar com alguém, para não ficarmos com bolor por dentro. Mas envenenamos a outra pessoa com a mesma matéria fecal, partilhando a doença.
Foi provavelmente por isso, que surgiu a figura da confissão.
Queria muito poder enfiar uma mochila às costas, ou uma malinha com rodas, que sempre é mais confortável e partir de viagem para um lugar qualquer longe do mundo dos outros.

4 comentários:

gralha disse...

Não sei o que se passa mas é bem verdade o que dizes: nada paga uma consciência tranquila. Um abraço.

Melissinha disse...

Segredos envenenam. Fica longe deles.

Rita disse...

Há segredos que, para o bem de quem os detem, devem ser partilhados, mesmo quando sujam tudo à sua volta.

Naná disse...

Sempre ouvi dizer que os "segredos são coisas que se contam baixinho a muita gente"...
às vezes há que ser um pouco egoísta!