quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

As histórias que terminam com o primeiro beijo

Para mim, as histórias mais românticas sempre foram as que terminavam com o primeiro beijo. Por isso, os livros da Jane Austen são os que mais memórias romântico adolescentes me trazem.
Um suave toque de mão entre os dois protagonistas era dez vezes mais poderoso do que toda a queca possível de todos os romances eróticos agora tão em voga.
Um olhar de soslaio, as palavras que nunca eram trocadas, tinham o poder do mundo inteiro e continham, ao invés de exporem. Tudo ali é romântica contenção, antecipação, espera. Tudo ali é de uma intensidade profundíssima, mas nunca posta em acção, até ao parágrafo final e isso sempre me encheu as medidas.
Os dois grandes livros da Jane Austen, deram dois grandessíssimos filmes, o Sensibilidade e Bom Senso (adaptado pela própria Emma Thompson, de forma sublime) e o Orgulho e Preconceito, interpretado por uma actriz que geralmente me complica com o nervoso, pelo número infindo de boquinhas que produz, mas que neste filme encarna uma irrepreensível Elizabeth Bennet.
Quanto a mim, são das duas melhores adaptações de livros ao cinema, se é que posso opinar sobre adaptações de livros ao cinema, pois percebe-se, em toda a escala, a devoção que quem o fez tinha pelos livros da Jane Austen, na sua imensa delicadeza de sentimentos.
Também eu sou uma devota incondicional dos livros, séries e filmes e ainda hoje os revejo, de coração palpitante e exaltado, à espera do desfecho que me fará respirar de alívio e acreditar, mais uma vez, nas grandes histórias de amor :)

5 comentários:

Junto à Janela disse...

Incrivelmente romântico.

Naná disse...

Também sou fã desse tipo de livros e de filmes. O Orgulho e Preconceito é um daqueles filmes que posso ver mil vezes e sentirei sempre o mesmo frisson do amor contido, com vontade de explodir!

Outro que me fez tremer na base foi o Jane Eyre!

Ana C. disse...

Sim, Naná, é lindo!

gralha disse...

E mais as Brontë :) Ahh, saudades da adolescência e de acreditar no amor assim, antes de virem os sociólogos e antropólogos todos destruir a minha ideia de amor romântico.

Luísa Livros disse...

Orgulho e preconceito... adorei o filme!! E nunca li o livro, mas um dia ainda o leio!! ;) Pois se o filme já no proporciona tanta magia, nem quero imaginar a delicia que será o livro... ou melhor, quero e um dia vou saber!!;) ehehe