domingo, 5 de fevereiro de 2012

Não Sei como é que Ela Consegue



Depois de ter ido ver "As Marretas", como bem diz a Alice, pois o filme é uma verdadeira marretada na cabeça de tão mau, cheguei a casa e pus-me a ver este pouco promissor filme. Com a sempre igual Carrie e seus sempre iguais sorrisos e muletas de medíocre actriz, a coisa não prometia a ponta de uma cornada, mas eu sou fraca e também preciso dos meus momentos light de vez em quando, por isso lancei mãos a este empreendimento de dar o benefício da dúvida a um filme que tem tudo para ser uma bosta.
O problema é que o filme foi tudo menos light para mim. Se já tinha levado com uma marreta de sono na tola, à conta dos Marretas, pois que levei com uma marreta de más recordações, ao ver esta mãe que tenta singrar no trabalho e na maternidade em simultâneo.
Senti na pele cada borbulha de stress, cada alfinetada de impotência, cada batimento cardíaco acelerado e estou até agora com um amargo de boca, que não sei definir.
Porque é que é tudo tão mais fácil para os gajos?
É claro que o filme terminou com uma solução de compromisso e com um chefe irascível, que se revelou fofinho e compreensivo, mas a vida real nem sempre tem chefes fofinhos e compreensivos e a maior parte das mulheres que quer singrar na carreira e ser mãe com todas as letras, acaba a ser derrotada pela ansiedade.
Posto isto, estou a dever um post ao meu filhote docinho que fez ontem dois anos.

5 comentários:

Panda disse...

E eu que estava entusiasmada para ver os Marretas! Esse ainda não vi precisamente por achar que seria mais do mesmo: Carrie.

Turista disse...

Querida Ana, então os meus parabéns para ti e para o teu filhote. :)

Naná disse...

Bem, já percebi que é melhor não ir ver os Marretas se quero preservar a boa memória que guardo deles.
E talvez seja melhor não ver esse filme da SJP, porque muito possivelmente ficarei com um tremendo amargo de boca, da mesma forma... é que em tempos tive um chefe fofinho e nada irascível, mas muito cínico e canalha que me disse literalmente: "não se pode ter tudo, há que escolher!"

Melissinha disse...

WHAT DA HELL, CASACA?

gralha disse...

Pois, a diferença desse filme para a vida real é que na vida real não aparecem (por magia) soluções de compromisso nem chefes bonzinhos. E nós não temos sempre um cabelo giríssimo e roupas impecáveis.