quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Para Ti

Queria levar-te a dor embora.
Queria poder soprar um desejo de paz e que a paz acontecesse para ti, sem que tivesse nome de fim.
Queria poder arrancar-te as angústias e afirmar-te, com a certeza daqueles que tudo viveram e sabem, que tudo ficaria bem, que poderias descansar dos medos, abismos, dúvidas e solidão.
Queria descobrir-te um amor que te visse tal como és por dentro, esquecendo todas as outras camadas que, apesar de terem feito de ti quem és, impedem tantos de chegarem aí, onde tudo é bonito e profundo, com medo de se magorem, por te amarem tanto.
Queria fazer com que acreditasses que sim, que é mesmo possível, porque coisas boas são possíveis para ti.
Queria dizer-te que ficarás bem de qualquer forma, pois a tua forma é daquelas que transcendem conceitos e estéticas.
Podes ter que abrir mão de algumas coisas que te acompanharam e que compõem o que és por fora, mas a tua força, a tua beleza, está toda aí dentro. Dentro de tudo aquilo que importa. Dentro de ti.
És a minha heroína.
E sim, tudo vai ficar bem.

5 comentários:

Silvina disse...

Obrigada pelo apoio, pelas palavras que me transformam e agitam por dentro, pela amizade inesperada. Sou uma sortuda por te ter na minha vida, por te teres aproximado apesar de todos os apesares e red flags. (Com lamechices destas torno-me mais forte). Obrigada.

Melissinha disse...

Adoro ter a Cê como amiga para poder dizer mais vezes do que o normal: ASSINO EM BAIXO.

Vais continuar linda, Silvine. E não será só para nós que te adoramos.

Ana. disse...

Estive a ler boa parte do Episódios da Rádio (segui finalmente a tua sugestão, Cê) e estou revoltada.
Revoltada comigo, que ando tantas vazes para aqui a chorar-me de coisas ridículas, a concentrar energias em coisas idiotas e a arrastar-me pelos cantos porque estou cansada para trabalhar.
Caraças, pá. Tenho saúde,família, amigos e trabalho.
Que desperdício de vida, de energia...

Silvina: escreves algures que as pessoas te diziam que não eram tão fortes como tu; mas que isso acontecia porque não tinham cancro; que o cancro nos obriga a reagir e a encontrar forças.
Acho que muita gente já se teria deixado abater se tivesse que passar por metade daquilo que já passaste; gosto de pensar que se fosse comigo me incluiria no teu grupo. És uma mulher a sério!
Por isso, deixa-me expressar a minha admiração e dizer que as (muitas) lágrimas que fui chorando ao longo destas quase 3 horas me limparam a alma e me deram força também.
Obrigada. É triste ser preciso ler uma história como a tua para me ajudar a colocar as coisas em perspectiva, mas porra, pá, há muito tempo que não me sentia assim.
Desejo-te o melhor do teu mundo e se tivesse poder para voltar a trás, tirava-te esse fardo das costas.
Boa sorte!


(Cê, desculpa, mas não sei porquê, não consegui comentar no blogue da Silvina... E tinhas razão, como sempre...)

Guerreira disse...

Mais uma vez Ana consegues (posso tratar-te por tu?)transpor para palavras aquilo que sentimos para com a maravilhosa Silvina.

E queria tanto, mas tanto que tudo isso se concretizasse...

Elisabete

Naná disse...

Acredito que isto que escreveste não chega para descrever bem a amizade que tens pela Silvina.
Porque também são poucas as palavras que conseguem descrever verdadeiramente pessoas com a garra e a vontade de viver que a Silvina tem!

Obrigada por me mostrares que além da minha mãe, há mais alguém que se agarra à vida com todas as forças do seu ser!