quarta-feira, 25 de abril de 2012

15 de Julho de 1975 e a liberdade

Nasci mais de um ano depois do 25 de Abril de 1974. Mas não deixo nunca de agradecer em silêncio, e em voz alta, o facto de ter nascido num país mais livre. Não tenho saudosismos salazaristas, como muitos que não sabem como se vivia no Estado Novo, ou outros tantos que já se esqueceram, ou outros tantos que até gostaram. Apesar de nunca ter vivido no Estado Novo, não queria ter vivido no Estado Novo. Não quero que o tempo volte para trás, não gosto da palavra ditadura, não gosto da estagnação, da mordaça, das amarras ao pensamento. A democracia, apesar de tudo e de tantos abusos e decepções e tropeções, ainda é um mal menor e a ela agradeço poder votar, poder sair do país, poder ser considerada ser pensante e existente, sem autorizações do macho. Jamais me ocorreria ter saudades do fascismo. Jamais me ocorreria não ficar feliz pelo 25 de Abril.

4 comentários:

Mariinha disse...

Tu não chegaste a viver em ditadura, mas imaginas, apesar de muito desanimada e desencantada (porque eu acreditava e quero ainda acreditar), continuarei a achar que é muito melhor viver em democracia, a menos que se invente um regime melhor.

Naná disse...

Sem tirar nem pôr aquilo que penso!
Se eu tivesse vivido no Estado Novo teria sido profundamente infeliz ou faria parte da resistência ao regime!

Melissinha disse...

:)

Turista disse...

Querida Ana, pelo o que sei de ti, tu nunca conseguirias viver na ditadura! Ainda bem que nasceste depois da Revolução dos Cravos! Assim com letra maiúscula!