quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A Mais Bonita História de Amor

Há uns tempos atrás num programa de televisão ouvi uma história que me tocou bem fundo. Como não podia deixar de ser: Uma história de amor. Tenho que a deixar registada em algum lugar, por isso aqui vai:
Na Segunda Guerra Mundial, um jovem prisioneiro Judeu que tinha perdido a família, a esperança e a vontade de viver. Decidiu que ia deixar de lutar. Ia-se entregar nos braços seguros da morte, a única que lhe traria algum conforto no meio daquele inferno em que se transformara a sua vida.
Na mesma noite em que decidiu desistir, a mãe dele apareceu-lhe num sonho e disse-lhe para não ter mais medo, porque lhe enviaria um anjo para tomar conta dele.
No dia seguinte ele acorda com uma sensação estranha de conforto e numa das suas voltas pelo campo de concentração, junto à vedação vê uma jovem que o chama e lhe pergunta o que é que pode fazer por ele. A resposta dele é simples, pouco poética, mas muito real: Tenho tanta fome. E ela estendeu-lhe um pedaço de pão.
Depois desse dia, a jovem passou a levar-lhe um pedaço de comida todos os dias e tornou-se no único ponto de luz na vida daquele rapaz. Ele vivia para aqueles minutos em que esperava por ela junto da vedação e a via chegar.
Perto do final da Guerra, ele recebe a notícia que vai ser transferido para outro campo e é com a maior amargura do mundo que o comunica à jovem mulher. Dizem adeus, pois sabem que o mais certo é nunca mais se verem. Quando ele vira costas chora. Chora por a deixar para trás e, no fundo, por tudo aquilo que perdeu com o Holocausto.
Passados anos, já terminada a Guerra, este jovem polaco prossegue a sua vida nos EUA. E, cedendo à pressão de um amigo, lá aceita sair num Blind Date, orquestrado por ele. Quando aparece no encontro um pouco contrariado percebe que a mulher que, passados tantos anos, estava ali bem à sua frente, era a jovem do campo de concentração. O seu coração parou, o dela também. Apesar do tempo que tinha passado e de ele estar quase irreconhecível fisicamente, reconheceram-se quase imediatamente.
São casados até hoje.
Digam-me por favor se esta não é a história de amor de todos os tempos?
Isto dava um livro, isto dava um filme...

1 comentário:

Melissinha disse...

Pilinha? Que pilinha? Não fui eu, foi o Hugo! :P