quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Só para partilhar alguma coisa

Penso tantas vezes em filhos. Como seria ter alguém na minha vida que significasse mais do que tudo ao meu redor. Como seria conhecer um amor tão altruísta como aquele que se tem por um filho.
Um grande Amor, como o entendo, não é a Deus, ou a uma mulher. Um grande amor como o imagino é aquele que não questiona, que não duvida nem por um instante, não analisa, nem traz para cima da mesa os prós e os contras, não lima arestas, não pede em troca, não se coloca diante de um abismo emocional dia sim dia não.
Um grande amor conhecem aqueles que têm ao seu lado um pedacinho de si, mas um pedacinho que não desejam igual nos defeitos, nem nas coisas más e que têm que deixar partir quando chegar o momento certo.
Não conheço de todo o amor e é triste ser assim, muito pior do que nunca ter visto o mar, um céu coberto de estrelas, a luz do sol e da lua, pior do que nunca ter viajado, nem conhecido nada além da nossa aldeia, mil vezes pior é nunca ter conhecido o amor.
Por isso rezo a quem quer que ainda escute este pobre pecador que não me deixe partir sem ter amado.
Nem sei porque te escrevo a esta hora da noite, nem a que propósito me chega esta tristeza por nada saber de como se ama, quando há coisas tão mais nobres pelas quais penar. Mas tinha que falar contigo, porque sei que me entendes por detrás de tudo o que escondo.
Estou cansado de me esconder, tão cansado...

5 comentários:

Melissinha disse...

Cê em estado puro! Bring it, girl! :)
Muito bom.

Ana C. disse...

Melissa sua grande putéfila ao quadrado, quem disse que fui eu que escrevi, está em ítálico ;)

Melissinha disse...

Porca!

PiXie disse...

ADOREi!...

Rita disse...

Gostei muito =) *