segunda-feira, 8 de abril de 2013

Amor de mãe não é só nas tatuagens

A sua pequena voz, acompanhada da estatura pouco dada às alturas, nunca foi proporcional a duas coisas que possui:
O número dos sapatos.
O tamanho do coração.
Aquele bebé, cujos pés sobressaíam das meias demasiado pequenas, quanto a vi pela primeira vez ao colo do pai.
Aquele bebé que retirava tanto de sono, quanto devolvia de amor, é agora uma menina.
Uma menina com os sentimentos de alguém que cresceu dentro das melhores palavras, dos melhores gestos, mesmo sem que isso tenha de facto acontecido totalmente. Ela é simplesmente assim, sem sementes de maior valor, sem grandes justificações exteriores.
Ela dá tudo o que o seu coração suporta dar, não tem medo de abraçar, nem de dizer que sentirá a falta de quem ama. Ela não teme entregar-se, mas teme que não a amem da mesma forma e pensa nisso com devotada angústia.
E eu espero e peço, a quem quer que me escute nestas coisas do futuro dos filhos que não nos pertence, mas no qual gostaríamos de ter uma palavra a dizer, que ela encontre, ao longo da vida, mais espelhos do seu amor do que sombras. Pois quem ama assim, sem reservas, merece um amor igual. Sempre.

4 comentários:

Melissinha disse...

Sou fã da Alice e dos seus existencialismos! Mas vai correr bem, Casaca. E espero que corra bem sem que ela tenha de abrir mão de nenhuma partezinha da doçura. É o que espero para o meu, também.

(Odeio essas angústias. Espero voltar, na próxima vida, como um marsupial qualquer).

gralha disse...

Há de encontrar, certamente. E que multipliquem no mundo essa forma de estar na vida :)

Naná disse...

Com certeza que vai encontrar, sim!
Porque o amor atrai amor e o bom coração atrai bons corações!



Mas dá um friozinho na barriga, sim, quando se pensa nisso...

Vânia Silva disse...

Vai tudo correr bem!!!

http://saladosilenciocorderosa.blogspot.pt/