quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Devemos estimá-los na velhice




E esta frase aplica-se, não só aos nossos queridos idosos, mas também aos nossos carros, que nos acompanharam ao longo dos momentos mais importantes das nossas vidas.
São pequenos sinais que fazem com que tema sinais mais graves.
Pequenas coisas sem importância, como os pneus mais uma vez nas últimas, as luzes que se vão apagando, uma após a outra, fundindo-se sem dó, nem piedade, um barulho na suspensão, que ignoramos com autismo e sorriso forçados.
Enfim, eu quero convencer-me que o meu carro teve uma ideia luminosa e não mais uma luz fundida (que é para não dizer fodida).
Quero convencer-me que ainda está bom para mais 100 000 Km (e provavelmente está). Mas já não há aquela descontração natural, que me fazia galopar por montes e vales com confiança absoluta. Agora sinto que tenho que tomar conta dele. Estar atenta aos sinais, fazer-lhe festinhas no lombo e acompanhá-lo até à minha ruína financeira.

3 comentários:

Naná disse...

Mau... quando começam a piscar luzinhas e a ouvir-se apitinhos e sinais sonoros não há descontracção natural que nos acuda. E esperemos que a carteira se aguente à bronca...

gralha disse...

Ainda bem que o nosso "velhote" de 27 anos nem sequer tem luzinhas para piscar. Assim sofre-se menos (sofre-se sobretudo com o consumo da gasolina - anda-se menos!).

Ana Varela disse...

Hoje também tive de substituir os meus pneus... Mas o meu tem mais 50 mil kms. A uma média de 20 mil por ano desde que está nas minhas mãos, não sei quanto mais posso esperar que ele se aguente...