segunda-feira, 12 de novembro de 2012

fucked up by their parents (porque não fica bem em português)


Estou a terminar um livro que me emprestaram e que tem várias biografias de mulheres famosas.
Já no fim da última história de vida, posso concluir que:
Todas foram "fodidas" no passado pelos pais. Transportam traumas, abandonos, indiferenças, falta de afecto.
Depois temos 3 grupos diferentes:
As que passaram o resto da vida a repetir os erros que as traumatizaram.
As que passaram a vida inteira obcecadas, a tentar fazer o oposto.
As que ficaram presas num limbo de insegurança, ora fugindo, ora congelando pelas memórias.

E, assim, depois deste estudo psicológico, tornado possível pelas biografias de divas famosas, conclúo que os pais têm um poder fenomenal para traçar o rumo sentimental dos filhos, para o bem e para o mal. E é o rumo sentimental, que definirá tudo o resto.

*A biografia vencedora, evidentemente, foi a da Audrey Hepburn. Que mulher querida, linda e humilde, meus deuses. Quando for à Suíça, visitarei certamente a sua casa e a sua última morada.

7 comentários:

Naná disse...

Os pais imprimem uma matriz como mais ninguém nas nossas vidas.
E isso torna-se assustador quando somos finalmente pais...

Melissinha disse...

Adorei as tuas três hipóteses. Sei perfeita e claramente onde eu e tu nos enquadramos, mas não digo :D

ouvirdizer disse...

Vinha dizer basicamente o que diz a Naná... é tão asustador... é uma carga de responsabilidade do caneco!!!
Texto muito interessante. Ao contrário da Melissa não sei se me enquadro nas do oposto se nas do limbro, talvez esteja em negação e seja das do limbo... Vou pensar mais nisto! Obrigada!

Ana C. disse...

ouvirdizer, podes perfeitamente não te enquadrar em nenhuma. Isso quer dizer que tiveste uns bons pais :)

Ana C. disse...

Sendo que "bons pais" não têm necessariamente que ser perfeitos, claro.
A perfeição também pode ser fodida em termos de imprimir nos filhos toda a cena de ter que ser perfeito em tudo :)

Me disse...

O meu pai enquadra-se claramente no segundo grupo, aquele que foi brutalmente f***** pelos pais e que tem passado a vida inteira obcecado por fazer exactamente o oposto. Situações extremas (como todas aquelas que estão relacionadas com aqueles que não deveriam fazer mais se não proteger-nos - os pais), só podem gerar comportamentos extremos.

Justiceiro disse...

O meu velho, com todos os defeitos e virtudes, pode morrer descansado porque tenho um orgulho infinito nele.