sábado, 5 de janeiro de 2013

As Mães ditadoras e cagadoras de sentenças

A propósito disto e disto eu tenho que voltar a falar sobre a amamentação e decisões sobre tudo o que implica os nossos filhos e a nossa forma de criá-los. Não sob a perspectiva de quem deu, ou não de mamar, já que das minhas mamas sei eu, mas da perspectiva da culpa.
Uma mãe, principalmente no primeiro filho, é um ser que se questiona, se culpabiliza, se martiriza, se auto julga a cada instante. Não há, portanto, necessidade de opiniões não solicitadas e intrusivas. Pois a mãe já fez as suas ponderações, antes de os outros as fazerem e apenas ela sabe o que é melhor para si e para o seu rebento.
Se correr bem, correu, se correr mal, correu. Não é o fim do mundo.
Cada mãe sabe da sua mama. Cada mãe sabe do seu filho.
Se mais mulheres se preocupassem em denunciar, por exemplo, situações de maus tratos a menores, ao invés de andarem preocupadas com a opção pela ordenha industrial ou artesanal de cada mulher, insinuando que o amor materno se mede pelo volume de leite sugado dos seus peitorais, ou com a escolha do ensino público, ou privado para os filhos, o mundo seria um lugar melhor e a maternidade uma experiência mais serena.
Adoro a cumplicidade feminina, mas deixem-me que vos diga, que quando lhes dá para serem competitivas no desempenho da maternidade, não há quem as ature.


6 comentários:

Naná disse...

Infelizmente a cabrice do mulherio acirra-se mais no que toca a matérias maternais... e se calhar, ainda tu não viste as sentenças das mães que acham que o parto natural, do mais naturalíssimo, sem intervenção médica, é que é! É de revirar os olhos em agonia...

ouvirdizer disse...

Eu devo ser o cúmulo do não seu quê, que não lhe acho uma palavra, mas sempre me estive a borrifar para a opinião alheia. É que não me aquece nem arrefece. Não sei explicar porquê, talvez por viver num sítio pequeno em que tudo mete o nariz na vida alheia e criei defesas, fiquei imune.
Mal dei de mamar aos 3, não saia, não tinha, não os alimentava por mim, fê-lo o meu amigo NAN, de quem sou uma pequena accionista. Não me senti culpada, assim como assim, também não considerei amamentar a experiência mais fenomenal da minha vida. Se sei que era melhor? Sei, mas não deu.
o mesmo com as cesarianas, que fiz 3, e que já me disseram que não sei o que é ter um filho na sua plenitude. Não pedi para fazer cesarianas, tenho uma estrutura pouco dada a parir. No final, até preferi assim, que fiquei toda intacta!
De maneira que ficar chateado com as opiniões dos outros sobre a minha vida. Pelo amor de Deus, tenho bem mais em que pensar, ou com que me chatear!
Portanto, cabras deste mundo, daqui não levam nada!

Ana C. disse...

Formaremos um movimento chamado: das minhas mamas sei eu.

ouvirdizer disse...

Ó Ana C., mas isso é um título do caraças, para um movimento, um blog ou um livro.
Seja para o que for "Das minhas mamas sei eu" soa-me mesmo bem! tu regista isso! :)

Cat disse...

Ora aí está!! "Das minhas mamas sei eu" bom mote para uma campanha abaixo puritanismos sem interesse nenhum.

Morgana disse...

Já que cá estou.. estou dentro do movimento... Tenho 3 filhos e ao contrário da ouvirdizer nem sei se tinha leite... Sei que vou ser crucificada... Não dei!! Não gosto... Sentia-me uma vaca leiteira. No primeiro filho fiz deste assunto o meu segredo com o meu amor e companheiro de quase 22 anos. Do segundo caguei para todos e berrei: DETESTO DAR DE MAMAR AOS FILHOS... GOSTO DE DAR AO PAI!!! Choquei a família de uma vez só e não me chatearam mais até chegar ao terceiro. Que só a pari porque optei por uma cesariana maravilhosa. Sei o que é ter filhos com os dois primeiros??? Preferia não ter sabido...