domingo, 17 de março de 2013

momento de vaidade boa

Parece que o meu livro não tem sido alvo de interesse "crítico literário", seja lá o que isso for. Mas, em compensação, tenho lido opiniões que me deixam cheia desse sentimento ambivalente chamado vaidade.
Esta opinião tocou-me de forma muito especial, pois veio de um padre :)

Entre mãos tenho um livro IMENSO e intenso, cheio de palavras, emoções, sentimentos, vida, e vidas entrelaçadas, sofrimento, paixão, estórias de pessoas e de famílias, de perdão, de conformismo, de vidas novas, com desafios à novidade, e ao compromisso, mesmo e depois de vidas falhadas. O primeiro pressuposto poderá ser mais ou menos polémico, dependendo dos olhos que o filtram. Correspondência entre uma mulher, que se separou do marido, e viajando pelo mundo encontra, em Londres aquele que pensava ser o homem da sua vida. Escreve-lhe cartas para um sítio da Covilhã, com um nome e uma morada, que não corresponde a esse amor de ilusão, mas a um padre, que lhe responde, surpreendido pela inquietação provocada.
É um texto envolvente. Do princípio ao fim. De fácil leitura. Numa escrita agradável. Faz lembrar livros do Virgílio Ferreira como "Para sempre" ou "Cartas a Sandra". Também aqui o formato mais usado são cartas, de encontros e desencontros, de esperanças e ilusões. Uma linha muito visível, a meu ver, é a defesa da família, baseada em laços de amor, desgastada pelo tempo, mas cuja aposta há de ser permanente. Um amor que se perde em busca de outro e que volta ao amor primeiro, um casal adormecido mas que decide descobrir-se de novo. Vidas marcadas pelo sofrimento, em relação aos pais, ou às circunstâncias do tempo, mas que encontram novos desafios.
Outra linha que perpassa neste belo romance, é a solidariedade. A vida vale também quando e se somos úteis a alguém.

5 comentários:

Dulce disse...

Ora viste?! :) A vaidade é boa, saudável e natural, neste caso. Quando eu conseguir publicar um dos meus contos infantis tb vou ficar vaidosa. :) E mais se tiver a aceitação que este teu livro teve.

Melissinha disse...

:D morro de orgulho.

Sílvia disse...

:) :)
Fiz publicidade ao teu livro imagina onde? Nos CTT. Fui enviar um livro e a senhora perguntou se podia ver qual era, eu disse que sim, ela viu o título (era um policial) e disse que preferia romances e histórias de amor mas daquelas em que se aprende alguma coisa. Imagina lá que livro recomendei? Exato :)

sonho disse...

Acabei ontem de ler o teu livro...amei..mas amei tanto que não me saí da cabeça, e estou com pena de já o ter acabado...apeteci-me mais...
Não acredito que haja alguém, que não se apaixone pelo teu livro.

Ana C. disse...

Obrigada, meninas :)