segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não digam nada a ninguém,

mas daquilo que já li, de tantos livros comprados, emprestados, devorados pela noite fora, pela tarde dentro, ou pelas manhãs solteiras de domingo. De tanto escritor merdoso, assim-assim, bom, ou genial. Americano, russo, inglês, japonês, brasileiro, italiano e de nacionalidade irrelevante, na relevância da escrita. De tanto homem petulante, ou humilde, de letras escritas com lenta paciência e estudo, ou arrancadas das entranhas num rápido parto.
De todos os escritores que já conheci através do que decidiram escrever, o Eça continua a ser o justo alvo da minha paixão.
Lembro-me ainda das lamurias e queixumes de colegas que tinham que lê-lo e foi por isso com o fraco ânimo de adolescente, que me debrucei sobre Os Maias.
Foi a minha primeira paixão literária e, agora que olho para trás, continua a ser a maior.

8 comentários:

Panda disse...

Subscrevo a 100% quando comecei a lê-lo foi contrariada porque era obrigatório e os colegas falavam horrores, e as primeiras páginas que só descrevem o Ramalhete realmente não são fáceis mas depois é excelente, incomparável.

Liebend disse...

Tal e qual. Aliás, quando li os Maias desenvolvi uma daquelas obsessões fortes pelo João da Ega. Livro delicioso!

triss disse...

Já perdi a conta das vezes que li Os Maias, e a Relíquia meu deus que delícia, e a cidade e as serras?
Não nos resta senão ler e reler...

Matilde disse...

Concordo plenamente. Volto aos Maias sempre que preciso de me lembrar da beleza das palavras em Portugues. Absolutamente delicioso.

Melissinha disse...

sua pimba oitocentista.

Sílvia disse...

Embora não tenha lido contrariada, confesso que as primeiras páginas me custaram um bocadinho, mas depois amei o livro, de verdade. Quero mesmo lê-lo outra vez, agora que já passaram uns anos, porque de certeza que o vou entender melhor :)

Ana C. disse...

Eu falo de TODOS os livros dele. Os Maias foi só o primeiro :)

gralha disse...

Não puxa, a mim, não puxa.