quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Fazer o bem

Fazer o bem, ou fazer o que está certo, nada tem de glorioso, ou divino.
Fazer a coisa certa, produz bem-estar químico, orgânico e  psicológico. É uma sensação boa como tudo.
Vai daí, e tirando os psicopatas, que têm ausência de consciência, eu acredito que as pessoas que agem sempre de acordo com o seu próprio prazer e bem-estar. As pessoas que olham para o mundo como sendo apenas a sua casa, revertendo dramas alheios nos seus próprios dramas, negando qualquer tipo de ajuda ao próximo, se isso implicar sair da sua zona de conforto, vivem estupidamente atormentadas.
O egocentrismo e egoísmo puros, quando se vive em sociedade, ou em família e para quem tem alguma espécie de consciência, é fodido.

9 comentários:

Melissinha disse...

Com certeza. Acabei de embrulhar várias prendinhas para uma amiga numa situação aflitiva e estou nas nuvens só por saber que ela vai ficar nas nuvens por minha causa. Vaidoso da minha parte? Sim, como o diabo. É o principal motor de fazer o bem? Claro que não, mas é uma boa recompensa.

Naná disse...

Creio que por estes dias, haverá quem ache que ser egoísta é uma questão de sobrevivência...
Para outros, praticar o bem torna-se complicado, porque há tantos a quem ajudar e que precisam verdadeiramente que alguém faça o bem por elas, e nem tantos meios assim para o poder fazer plenamente.

Melissinha disse...

E digo mais: os tão autoglorificados self-made-men não fazem a mais parca ideia do quão amparados foram na subida.

Ana C. disse...

Naná, comecemos por ajudar os que nos estão próximos. Não é assim tão complicado.

Ana C. disse...

Melissa, todos precisamos de todos. É um facto. Podemos aprender a safar-nos melhor, ou pior sozinhos, mas todos precisamos de alguém.

Naná disse...

Não é uma questão de ser complicado, é uma questão de querer ajudar todos os que me estão próximos e não ter possibilidade de os ajudar todos em igual proporção...

Ana C. disse...

Ajuda o que podes, quando podes e se podes :)

Ana. disse...

Concordo com a Naná quando diz que o egoísmo é uma questão de sobrevivência, mas não nos serve de nada sobreviver quando à nossa volta tudo morre. Falo em sentido literal e abstrato. As questões individuais custam-nos muito a aceitar (e também tenho situações difíceis perto de mim), mas a questão coletiva também não está muito famosa.
O que nos falta (a nós, enquanto país) é espírito de sociedade, espírito cívico. Se só olharmos para o nosso umbigo, caímos num círculo vicioso que jamais terá solução...

gralha disse...

Ainda hoje ajudei alguém, n custou quase nada e fez uma diferença tão grande para uma família, e pensei: "incha, Gaspar, q isto n nos podes tirar!"