sexta-feira, 31 de julho de 2009

Obrigada :)

Venho aqui (com os bofes de fora e cheia de coisas idiotas para fazer que adio até à ultima hora) para vos agradecer tantos parabéns, conselhos sobre xixis de jacto, limpeza pilória, mijar em pé, sorrisos, piadas, em suma tudo o que uma mulher barriguda e carente tem direito para se sentir mais motivada.
Desde já vos comunico também que está oficialmente aberta a época do palpite, desta vez em relação ao nome.
Já me surgiram pedidos, proibições, sugestões veladas, enfim, não é fácil gerir as emoções alheias sem ferir susceptibilidades, mas era tremendamente bom que entendessem que a escolha do nome cabe em última instância aos progenitores.
Posto isto vou de fim de semana gozar pequeno-almoço buffet num hotel modesto mas perto do mar e com a esperança de que o ar salgado me aplaque a fome cada vez mais animalesca.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Menino ou Menina? E o Vencedor é...

Finalmente ligaram-me do laboratório e recebi a notícia por uma funcionária que não conheço de lado nenhum, mas que estava maravilhada com a possibilidade de me poder dizer que eu estava à espera de um rapaz.
Quebrei o feitiço que impendia sobre a minha família, pois não nasciam homens há 5 gerações e aqui me têm, em pânico, pois nem sequer sei como se limpam pilinhas e cheia de uma nova sensação que tinha estado adormecida até agora...

De Gaja para Gaja

E agora uma pergunta inofensiva para as mulheres deste planeta:
Porque é que querem sempre para as outras mulheres uma realidade idêntica à vossa?
Porque é que bem no vosso intimo nunca aceitam a 100%, ou olham como uma espécie de aberração da natureza uma mulher que esteja solteira aos 40 anos, ou que tenha decidido que não quer ser mãe?
Eu adoraria entender, a sério que sim. Porque na minha ingénua maneira de pensar não temos que ser todas iguais, nem fazer exactamente as mesmas escolhas para sermos socialmente aceites.
Acharia tremendamente enfadonho estar enfiada na mesma sala que um bando de mães a falarem das gracinhas dos seus filhos, ou a queixarem-se da preguiça do marido, sem uma mulher por perto que me falasse das gracinhas de não ter putos, ou da sua vida de solteira.
Por isso senhoras que bombardeiam outras senhoras com perguntas como:
E para quando o casamento? E para quando um puto? E para quando uma bufa da cor da minha? Pensem sempre que cada uma terá as suas motivações, impedimentos, escolhas de vida que nem sempre passam por vidas fotocopiadas das vossas.
E não é bom sermos todos diferentes?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Até Breve!


Sempre quis fazer um inter rail. Não precisava de ser com uma mochila às costas e duas peças de roupa, podia ser com uma mala de rodinhas e uma muda de roupa por dia.
Há qualquer coisa mágica nas estações de comboios que não se compara a nenhum outro ponto de despedida, de reencontro. As mãos que acenam às janelas, o cheiro, o ruído do comboio a arrancar, a sensação de caminho que se trilha.
Não há isso num aeroporto, nem dentro de um avião, onde as milhas se cortam sem que passemos por elas.
A leitura de um livro que nos prenda, um jantar na carruagem restaurante, os olhos vidrados na paisagem que nos enche e nos vai acalmando por dentro.
Por isso adoro comboios. É um daqueles fascínios que não se explicam. Adoro comboios miniatura que passam sobre os pequenos carris de fingir, adoro grandes estações, apeadeiros no meio do nada. Adoro o barulho, o balançar, a cumplicidade que se cria com quem viaja connosco, ou a simples viagem solitária que não incomoda.
Quando tinha cerca de 18 anos tentei organizar um inter-rail com uma amiga, mas os preços não compensavam de forma nenhuma, por isso fui adiando, trocando o barulho do comboio pela turbulência aterrorizadora do avião, fui pensando que um dia o faria e acabei por nunca o fazer.
Agora sou mãe e partir em viagem por um mês é virtualmente impossível, mas sei que um dia, quando os filhos estiverem crescidos e eu uma mulher madura, hei de acenar-lhes da janela do comboio e dizer-lhes até breve!

terça-feira, 28 de julho de 2009

E Agora as Séries






Tal como os filmes marcaram muito intensamente a minha adolescência, também as séries de televisão se gravaram cheias de força na minha cassete de memória.
Lembro-me de desligar o meu Walkmen amarelo da Sony e de me sentar no chão, bem em frente da única televisão lá de casa com a minha irmã para assistirmos às nossas séries de culto.
Houve tantas, mas tantas séries importantes, por isso foi tão complicado fazer uma compilação decente. Não pus fotografias do Duarte e Companhia, do Alf, do Modelo e Detective, nem do Justiceiro a chamar o Kitt pelo relógio, simplesmente porque dá muito trabalho carregar tantas imagens, mas eles também estão aqui bem vivos dentro de mim :)
O incontornável Verão Azul faz-me sempre lembrar um episódio em que os amigos para não se desbroncarem com um segredo passaram o tempo inteiro a responder a tudo: "Talvez" e eu e a minha irmã decidimos imitá-los, passando dias a fio a responder "talvez" a tudo e todos.
Quem Sai Aos Seus com o Alex e a Mallory. Como eu gostava de ter uma casa como a deles e uns pais tão porreiros.
o Dempsey and Makepeace, essa dupla apaixonante de detectives que se envolvia nas mais emocionantes aventuras.
O MacGyver sempre pronto a sair de um bunker ao mesmo tempo que desmontava uma bomba, apenas com um canivete suíço e muita saliva.
A Bela e o Monstro. Como aquele Monstro que vivia nos esgotos era querido e medonho ao mesmo tempo e como fazia tudo para salvar a sua amada de todos os males.
Não é incrível como podemos passar a nossa vida toda a pente fino só através das músicas, filmes e séries de televisão?
Só de falar nisto tudo bateu-me uma profunda nostalgia...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Palpita-me Que...

Rebolo-me a rir, sim literalmente rebolo-me, quando oiço os palpites científicos sobre o sexo do bebé.
Lembro-me das vozes que se ergueram quando estava à espera da Alice. Era a forma da barriga, a minha cara, se andava mais para a esquerda, ou para a direita, se usava os sapatos cor de mel, ou cor de bosta. Tudo valia para o chamado palpite com 50% de hipótese de estar certo.
Quanto maior a convicção conferida na projecção do palpite, maior a glória futura se vier a provar que estava certa. Digo certa no feminino, pois este tipo de projecção futura vem exclusivamente do sexo feminino. Das chamadas entendidas na matéria que sabem sempre mais do que os médicos, do que as ecografias, do que as análises. Elas sabem absoluta e rigorosamente tudo o que há para saber da gravidez. Tocam-nos no ventre com uma intimidade desconcertante, esfregam a mão sobre a nossa barriga como se isso fosse a coisa mais natural do mundo e nós ali, impotentes, rezando para que estejam erradas, só para contrariar o peito cheio de quem sabe tudo.
Mas se pensam que o pior é na gravidez, aguardem até o pós-parto em que tudo é pretexto para o palpite. Palpite sobre dar de mamar, palpite sobre como adormecer, palpite sobre como acalmar, palpite sobre como ser a melhor mãe do universo que não estamos a ser.
Ai que mundo maravilhoso este feminino, que saudades do palpite não solicitado, da sabedoria maternal que não a minha. Que saudades da coragem de mandar tudo àquela parte enquanto proíbo as visitas de entrarem até as hormonas voltarem ao lugar...

domingo, 26 de julho de 2009

É só Por Aqui que Acontece?

Vocês que dividem a vida e a residência com alguém digam-me se é só por aqui que acontece:
1 - Abrirem o frigorífico para encherem um copo com leite e encontrarem dia sim, dia não, o pacote de leite com uma pinga no seu interior porque dá menos trabalho voltar a guardá-lo no frigorífico do que espalmar o pacote e deitá-lo fora.
Neste aspecto aprendi a fazer exactamente o mesmo por pura vingança e adoro ouvi-lo vociferar de cada vez que se depara com o pacotinho cheio de ar.
2 - Entrarem na casa de banho e verem o rolo do papel higiénico com a última meia folha colada, como se aquela merda desse para limpar alguma coisa.
3 - Aquele sabonete raquítico e esmifrado na saboneteira que nunca é posto na liberdade do lixo. É sim esmigalhado pelo sabonete novo que repousa sobre ele alegremente.

sábado, 25 de julho de 2009

Beatices, ou Nem Por Isso

Penso que os presentes mais inúteis de toda a classe de presentes, são as oferendas de baptismo.
Ocupam toda uma gama de parvoíce que vai desde argolas de guardanapo, a talherzinhos de prata, daqueles cuja única utilidade nos tempos que correm é servir de adorno ao fundo de uma gaveta até à eternidade, ou então, servirão no futuro, para quando as crianças crescerem mandarem derreter para ajudar numa viagem a Londres.
Depois temos a escolha do padrinho. Há quem escolha o padrinho por cerimónia, por favor, por respeito, tal como se fazia nas berças com os patrões das criadas.
Depois há os que escolhem o padrinho pelo poder de compra, pensando já em todos os presentes que receberão de futuro, mesmo que o dito padrinho não ponha a vista em cima do afilhado a vida inteira, há de mandar um cheque, ou uma contribuição generosa.
Depois temos ainda toda uma dose de estupidez daqueles que escolhem um padrinho teso, pensado que ele tem a obrigação católica de encher o afilhado de dinheiro, mesmo que isso implique endividar-se.
Enfim, tudo opções muito beatas, de quem entende até ao âmago o que significa ser padrinho nessa coisa chamada Baptismo.
Eu que não sou católica praticante nos rituais, sinto apesar de tudo necessidade de ritualizar esta passagem. Bem sei que é estúpido e tudo o que queiram dizer. Mas fica feito e acho que ouvi mais jovens a queixarem-se por não terem sido baptizados, do que o contrário.
Chamem-me excêntrica e diferente, mas nesta minha ingenuidade, penso que já que o vou fazer, faço-o em toda a vertente espiritual, jamais me passando pela cabeça escolher um padrinho pelos motivos menos católicos do mundo.
Se não puder dar presentes endinheirados ao longo da vida inteira não tem que dar. O importante é que esteja presente na vida do seu afilhado. Mas isto é uma pessoa pouco beata que fala e o que sei eu das razões profundas de quem diz Avé Maria de manhã, à tarde e à noite...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Desabafo Sincero

Nas alturas em que não estou a pensar como é fascinante ter um pequeno ser a crescer dentro de mim, qual Alien o 8º passageiro, estou a pensar em como me sinto aterrorizada com tudo isto de voltar a ser mãe.
Sim, a minha filha mostrou-me o que é que significa a palavra amor e, em muitos sentidos, eu não seria esta Ana sem aquilo que ela me dá todos os dias.
Mas ter um filho também retira bastante, principalmente nos primeiros tempos, em que tudo é adaptação e reajustamento de cada ponteiro da nossa vida.
Ter um filho é a prova de fogo por excelência na vida de qualquer pessoa, de qualquer casal e eu ainda me sinto um bocadinho a arder, uma vez que me dediquei a tempo inteiro nos últimos 3 anos e meio da nossa vida a esta relação chamada maternidade.
Não sou daquelas mulheres que tem não sei quantos filhos de empreitada para despachar a coisa, sendo que a coisa, são crianças exigentes. Gosto de me dedicar a cem por cento, com calma, ao meu próprio ritmo. Por isso invejo imenso aquelas mães com um puto na anca esquerda, outro na anca direita, outro agarrado à perna, enquanto dão a comida a um quarto que berra em plenos pulmões.
E chego sempre à mesma conclusão. Há mulheres que nasceram para lamber as crias todas em simultâneo, há outras que nasceram com a capacidade de lamberem apenas uma de cada vez. Eu faço parte do último grupo.
E depois estou a curtir muito mais esta fase da Alice do que qualquer outra. Ela é a verdadeira companheira de viagem. Falamos, rimos, cantamos, ouvimos música. Nada a ver com a fase do berreiro e dos biberons em que tantas vezes me senti perdida, em busca daquele sentimento pleno que tanto falavam as outras mães.
Enfim, sei que quando chegar a altura me vou adaptar e não vai ser tão drástico como estou a pintar nesta fase hormonalmente sensível, mas neste momento, quando fecho a porta do quarto da Alice à noite e me deixo cair na cama em silêncio, só o pânico puro e simples me invade...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Que Mais Gosto em Alguém

Se me perguntarem qual a característica que prezo mais num amigo, ou companheiro de viagem (além do incontornável Bom Carácter e todas essas santidades) eu teria que dizer que é o sentido de humor.
Há coisa pior do que mandarem uma boca qualquer na direcção de uma pessoa ao vosso lado e em troca levarem com um olhar fulminante de quem não sentiu absolutamente mais nada além da ofensa?
Há coisa pior do que verem uma pindérica com unhas de gel nos pés, mamas até ao infinito, t-shirt tigrada e calções no rego e não poderem trocar um olhar cúmplice de gozo com o parceiro do lado?
Há coisa pior do que alguém que não sabe rir-se de si próprio, ou achar em si defeitos dignos de gozo popular?
Provavelmente foi uma das coisas que me levou a escolher o Hugo como companheiro de vida. Quantos de vocês não se importariam de estar num restaurante chinês e ouvirem o vosso par pedir para o empregado:
- Pol Favole, quelo um clepe e um polco doce, sem balatas.
Ou ainda estarem num jantar romântico à luz de velas num restaurante podre de caro à beira mar e quando o empregado traz o vinho para ser provado, o vosso pretendente, em vez de se fingir um entendido na matéria dos vinhos, dá um valente gorgolejo, como se estivesse a lavar a garganta com Tantum Verde e diz com ar sério para o empregado estupefacto:
- Ai que bela pinga!
Pois, provavelmente, muitos de vocês escavariam um buraco até ao subsolo e desapareceriam para sempre, mas eu sempre gostei de rir e se há coisa que fazemos bem os dois é dar uma bela gargalhada.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A Sogra e a Mãe

A minha sogra cozinha tão bem e tão descomplexadamente que alguns dos filhos de barba rija ainda vão almoçar a casa da mãe. A minha mãe cozinha uma vez por mês a comida que compra já feita, mas convida-nos muitas vezes para almoçarmos fora.
A minha sogra se fizer anos faz o próprio bolo e banquete. A minha mãe diz que não faz anos.
A minha sogra prepara a comida do neto com quem fica todos os dias e ainda lhe faz a sopinha para a mãe levar para casa no fim do dia. A minha mãe nunca fez sopa para a Alice, mas a neta tem uma verdadeira adoração por ela e diz que a avó é uma boa cozinheira sempre que come ovos mexidos em casa dela.
A minha sogra diz a toda a hora que é mãe de cinco, não se importava de ter sido mãe de doze, é avó de cinco e gostava de ter mais vinte netos. A minha mãe está sempre a apregoar às quatro filhas que não tenham pressa em ter filhos, eles dão muita dor de cabeça.
A minha sogra é uma fada do lar e não mexe nos caixotes empilhados que os filhos guardam no quarto desarrumado. A minha mãe deitava-nos os brinquedos velhos fora sem pré-aviso (e já sabem que deitou o meu vestido de noiva para o lixo).
A minha sogra ouve os filhos com um interesse quase hipnótico durante horas. A minha mãe, quando as filhas estão a falar, principalmente as mais novas, interrompe-as para dizer: Olha para o teu cabelo, parece que saíste do cano esgoto.
A minha mãe em conversa com a minha sogra que partilhava com ela as receitas da Bimby, virou-se para ela e disse-lhe:
- Isabel, sabes que livro de receitas é que vou comprar?
- Diz-me qual é que também quero (ingénua ainda não percebeu que a veia culinária da minha mãe é inexistente).
- O do Panda Cozinha.
E com esta termino, adiantando-vos apenas que o Livro do Panda Cozinha já repousa nas prateleiras da cozinha asséptica da minha mãe, mas ainda não foi posto a uso :)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adeus Frank

Hoje fiquei um bocadinho mais triste depois de ler isto, pois morreu um homem que me marcou muito pela sua história de vida relatada nos livros As "Cinzas de Ângela" e "Esta é a Minha Terra".
Sei que nem sempre os escritores que amamos são grandes homens, ou têm vidas fascinantes, tal como nem sempre os homens que admiramos pelos seus feitos são grandes escritores. Mas o Frank McCourt ofereceu-nos o que de melhor alguém nos pode dar. A sua vida rica, cheia de tudo o que importa, contada de uma maneira despretenciosa, límpida, clara, humilde em forma de livro.
Por muito tempo que passe nunca hei-de esquecer as páginas desta história que me agarrou desde a primeira página e que se entranhou bem fundo na minha memória.
Adeus Frank, mas acho que pudeste dizer no final que tiveste uma vida plena. Obrigada por a teres partilhado connosco.

Cães, Donos, ou Bom Senso?


E porque senti que não havia espaço nos comentários para a resposta que queria dar aqui fica uma reflexão mais profunda sobre aquilo que penso acerca dos cães e seus donos.
Se eu quero um carro que consuma pouco não vou comprar um ferrari.
Se eu sou amante da velocidade não vou comprar um Pão de Forma em segunda mão.
Se eu preciso de um carro espaçoso, não vou comprar um Mini.
E tal como os carros podem dizer algumas coisas sobre os seus donos, também os cães dizem muito acerca de quem os tem.
Se há coisa que me comove é ver um cão-guia a ajudar um invisual, ou um cão pisteiro a ajudar na busca de uma criança desaparecida.
Homem e animal juntos, o segundo ajudando o primeiro como foi desde o princípio dos tempos, em que os S.Bernardos procuravam pessoas perdidas nos Alpes, os Terra-Nova resgatavam pessoas do mar, os Husquies puxavam trenós.
Tempos em que o animal servia um propósito específico que não o de fazer companhia, ou preencher carências ao homem e era feliz assim.
Hoje em dia vemos S.Bernardos fechados em varandas de apartamentos, ou Husquies que sucumbem ao calor de verão nas praias. Tudo para satisfação pessoal do capricho do homem que se diz defensor e amante dos animais. Que ao invés de comprar um cão criado para fazer companhia, com temperamento que a isso se preste insiste nas raças mais inapropriadas à vida que leva.
Ninguém no seu perfeito juízo que tenha crianças pequenas e viva num apartamento deveria comprar um cão com o temperamento (e já agora as mandíbulas de tubarão )do Pit-Bull.
Mas já alguém que tenha uma propriedade que necessite de um cão de guarda ágil, bem treinado, que se exercite todos os dias, poderá ponderar a hipótese.
É uma questão de bom senso que, infelizmente, o homem tem vindo a perder às catadupas.
Se eu tivesse que escolher um cão jamais me passaria pela cabeça escolhê-lo pela sua beleza e porte, não levando em conta o temperamento do animal, pois acho isso de uma profunda inconsciência e estupidez.
Tal como existem pessoas com diferentes temperamentos, também os cães são diferentes entre si. Por muita volta que dêem ao discurso, culpando os donos, a realidade é que há cães mais agressivos que outros e isto é incontestável.
Eu também posso domar um leão com pulso de ferro, mas não posso querer fazer dele um pacato animal de companhia que se enrosque aos meus pés no final do dia e que brinque com os meus filhos.

A Mulher de 30 Anos


Aqui está, na minha modesta e simplória opinião, a melhor actriz da geração dos 30, que personifica o melhor que a faixa dos 30 tem para oferecer.
Apesar da indestronável Meryl Streep continuar no primeiro lugar eterno que lhe atribuí, a Kate Winslet corre o sério risco de ocupar o segundo lugar no pódio.
Tudo o que ela faz é bem feito, transforma-se, modifica-se, entrega-se ao papel com tudo o que tem e o que não tem.
Kate filha continua assim, quanto mais não seja para deleitares esta tua fã tuga por muitos e longos anos.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ódios de Estimação: Desabafo número perdi a conta....

Donos de cães que não limpam as bostas dos respectivos, donos de cães que os deixam mijar para cima de todos os carros do estacionamento, donos de cães que abrem a porta de casa e os deixam à solta para não terem que lhes pôr a vista em cima todo o dia (como os meus vizinhos), donos de cães perigosos que não lhes colocam açaime. Aliás donos de cães perigosos ponto, pois não consigo entender qual é o fascínio de comprar Pit-Bulls, ou semelhantes. Alguém me explica como é que, sabendo que uma raça é extremamente agressiva, se compra um cão dessa mesma raça, muitas vezes com crianças em casa? Está para além da minha compreensão.
Sim, já sei que "são muito meiguinhos, nunca fizeram mal a ninguém".
ATÉ AO DIA...

domingo, 19 de julho de 2009

Casal Insólito


Sim eu sei, este não é um blogue cor de rosa, nem de má língua, quer dizer, pelo menos sempre. Só algumas vezes, como hoje...
É que por muita barba que este menino deixe crescer ocorre-me sempre a mesma frase de cada vez que o vejo com o seu par romântico:
- Vem à mamã!
Sou só eu que acho este casalinho assim, digamos que... Estranho?

sábado, 18 de julho de 2009

O Único Neurónio que Resta

A Alice dorme a sesta. Sento-me no sofá da sala e pego no comando da televisão, aponto-o e pressiono o botãozinho do On. Nada. Mudo a posição do comando, reviro-o, volto-o ao contrário. Nada. Tudo é preferível a levantar a peida do sofá, por isso faço mais uns malabarismos braçais. Nada.
Decido abrir a tampinha das pilhas para as mudar de posição e aproveitar os últimos gases moribundos, às vezes resulta. Mas onde é que está a tampa das pilhas, o que é que se passa com este comando? Ai mas que raiva!
Percebo então que seguro o telemóvel na mão.
Eu sei que a gravidez chupa neurónios da mãe na ajuda ao desenvolvimento do baby, mas eu ainda estou no primeiro trimestre.
No final dos 9 meses devo estar a ver televisão no micro-ondas.

Pura e Dura da Descriminação

Enquanto ouvia a decisão do Ministério da Justiça ontem no telejornal o jantar que mastigava saltou-me goela fora (também quem me manda jantar e ouvir notícias em simultâneo).
Eu que sou uma pessoa anti-confusões, anti-excessos, anti barracada gritei com todas as forças do gasganete: Revoltem-se agora Gays Homens, dêem-lhe com força, gritem, esperneiem em frente ao Ministério, na Assembleia da República, mostrem o rabo no Largo do Rato!!! Qual casamento Gay qual carapuça, isto sim é descriminação pura e dura.
Qualquer perneta de cérebro percebe que aqui não há rigorosamente mais nada além da palavra descriminação, ah e da palavra estupidez claro.
Então os homossexuais homens não podem dar sangue porque têm comportamentos de risco?
Ora bem meninos do Ministério da Saúde detesto ser eu a dar-vos esta notícia chocante, mas até eu, uma leiga na matéria, sei que comportamentos de risco há em todas as vertentes e inclinações sexuais, basta que sejam sexuais :)
A não ser que julguem que homens hetero não se arriscam porque copulam com mulheres e mulheres não podem ser portadoras de HIV. Mas se pensam realmente assim, se não alucinei ao ouvir a notícia, fico seriamente preocupada convosco. É que o Papa a apregoar aos sete ventos que o preservativo é mau, é uma gracinha de crianças perto da vossa demonstração de profunda sapiência...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Na minha Adolescência



Olhando para trás e lembrando todas as idas ao cinema ao longo da minha vida, concluí que as mais emocionantes foram na minha adolescência.
Quando saía da sala de cinema com as amigas, o coração aos saltos, completamente apaixonada, disposta a rever o filme no dia seguinte, decorando as falas, comprando os LP's com a banda sonora e decorando as músicas, suspirando pelo actor principal, cheia de esperança de um dia o vir a conhecer, mais do que convencida que aquilo que sentia era verdadeira paixão.
Não havia realmente maior emoção do que uma ida ao cinema na adolescência. Por isso, depois de muito vasculhar nas gavetas da memória e de lá ter encontrado dezenas e dezenas de filmes, estes dois foram os que mais marcaram a fase das hormonas.
Que rapariga da minha geração não sonhou ir para uma estância de férias no verão e aprender a dançar com o Patrick Swayze?
Ou que rapariga não sonhou andar à pendura na mota do Tom Cruise agarrada ao seu blusão da Força Aérea?
Para a próxima falo das séries de televisão, ando a pensar muito nelas...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A Profissão Mais Dura do Mundo...

Morando tão perto da praia e não soprando uma réstia de vento para os lados do Guincho (coisa rara) arranquei a preguiça dos ossos e fui muito cedo com a Alice para o nosso primeiro dia de praia, neste caso manhã.
Fomos as primeiras a chegar ao areal e, como já esperava, não consegui estar 5 minutos com a peida na areia, pois uma mãozinha pequena e fofinha puxava-me:
- Vamos ao mar mãe?
- Grrrrr está bem vamos lá molhar os pés.
E lá fui eu congelar os ossos no mar do Guincho, onde fiquei praticamente o tempo inteiro até ser acometida de dores reumáticas tal era a temperatura da água.
Tudo isto para vos dizer que cheguei a uma conclusão neste primeiro dia de praia. Enquanto subia de volta para o carro por aquela duna que mais parecia uma montanha, ou deverei dizer, enquanto escalava aquela duna, de saco às costas, brinquedos a caírem, a voz da Alice que gritava:
- A areia está quente mãe, podes levar-me ao colo?
A minha barriga que já incomoda um bocadinho, o cansaço, o calor, pensei (sim, também me dá para pensar de vez em quando):
A profissão mais dura do mundo não é a dos pescadores de caranguejo no Mar do Norte, nem dos Madeireiros que correm o risco de levar com uma árvore no couro.
A profissão mais dura do mundo é ser mãe solteira. Sem um pai para dividir o peso de tudo, desde o peso dos sacos, ao peso das brincadeiras, das noites em claro, até ao peso da educação.
Que falta que fez o Hugo hoje de manhã e que falta faz um pai na vida de uma mãe e de um filho.
Mães solteiras deste mundo vocês não imaginam como vos admiro, do fundo do coração.