quinta-feira, 22 de março de 2012

"Pais sem Stress são um mito"

Olhem só que texto giro.


Concordo com quase tudo o que li aqui. Ser perfeito durante toda a paternidade/maternidade é interpretarmos um papel. Um papel que não nos deixa viver a maternidade como ela é de verdade. Um misto de contradições, de sentimentos bons e maus, de tudo e de nada. De cansaço e exultação. De felicidade e neurose.
Sim, vamos stressando a níveis diferentes e, à medida que os meses passam, com coisas diferentes. Até atingirmos um nível em que stressamos com o que é verdadeiramente grave. Vamos aprendendo a contornar o stress e a reciclá-lo. Mas stressamos, sim e isso não faz de nós seres imperfeitos na arte de criar putos, mas seres-humanos.
Confesso que o exemplo que desejo dar aos meus filhos, não é o de um ser inalcansável, pleno de paz, serenidade e sabedoria e sorrisos constantes a todas as horas do dia e da noite. Um ser que nunca erra. Isso não existe e vai frustrá-los mais tarde, quando eles próprios tiverem que lidar com as suas próprias vidas, tentando sempre alcançar e copiar a utópica perfeição materna.
Quero que eles olhem para mim e, no conjunto, consigam ver que sou uma pessoa de carne e osso que, no balanço final, deu sempre o seu melhor e nunca os olhou como uma pedra no caminho de um sonho, pois eles fazem parte dos meus sonhos.
Sorrir-lhes quando acordam de manhã (de manhã e não às 3 da manhã) e abraçá-los à noite, antes de adormecerem são coisas que saem de dentro do coração, sem esforço e que nos fazem sentir que estamos no caminho certo.

7 comentários:

Rainha disse...

A parte das 3 da manhã é verdadeiramente importante. Também já tinha lido e encontrei muitas verdades e muitas metas a atingir. No fundo todos (ou quase) temos a tentação de ser perfeitos...

Melissinha disse...

Maravilhoso, Cê Joaquina.

Naná disse...

Não podias estar mais certa em relação ao facto de reciclarmos o stress, um vai dando lugar a outro, um maior relativiza o anterior!

_ba_ disse...

O que eu gostava era que o meu filho chegasse a adulto e dissesse que teve uma infância feliz. Que foi amado (e claro que será sempre enquanto eu e o Pai formos vivos) e também não faz parte dos meus objectivos passar por ser a melhor, a mais perfeita, etc ...e como isto é uma profissão vitalícia claro que vai haver sempre "stress" embora o stress dos 5 anos e meio seja muito melhor do que aquele que, provavelmente, irei ter quando tiver 12,14 ou 16 anos :-)

Princesa Tagarela disse...

Fabulosa forma de expressão, este teu texto. Realista sem dúvida.

:)

Susana Canhola disse...

Muito realista, verdadeiro. Gosto muito de ter ler. Obrigada pela partilha.

Susana Canhola disse...

Muito realista, verdadeiro. Gosto muito de ter ler. Obrigada pela partilha.