segunda-feira, 6 de maio de 2013

o que temos

À frente de cada departamento que é suposto ajudar a resolver problemas, está uma pessoa incapaz de ajudar a resolver problemas e que o diz com a indiferença gelada de quem se está a cagar para os problemas que era suposto ajudar a resolver.
Atrás de cada balcão de cada repartição, ou atrás da puta que os deu à luz, ao balcão, ou à repartição, está alguém que acha que não vai ter posto de trabalho se não arranjar problemas, pois que quanto mais entraves criar, mais útil parece ser o seu trabalho e mais poder parece ter a sua vida.
Atrás de um país morto e sem crescimento, nem nascimento, está sempre alguém disposto a enfiar mais uma pazada de terra para o enterrar definitivamente.

4 comentários:

Ana. disse...

Finanças, hã?!!
...

ouvirdizer disse...

Tão verdade... tão verdade!
A última vez que o senti foi há uns meses, num ataque de "agora é que é", de esperança que me deu de ver este país da treta reconhecer, pelo menos 1 dos cursos que o meu marido tem... Apenas 1, o que corresponde à profissão dele. O R. tem um diploma com uma distinção nacional, uma coisa mesmo maravilhosa mas que, para este país, não vale nada....
Parece que somos muito superiores a países como africa do Sul, onde ele estudou. Há uns meses, a última tentativa (ele está cá há 13 anos) de ver uma equivalência a um bacharelato num politécnico de 5.ª no meio de nada... e nada. A besta do serviço que nos atendeu e que deve ter o 9.º ano mal feito olhou-nos com o maior ar de parva que possas imaginar, já com os 200 euro do pedido de equivalencia na mão e disse: "É assim, isto não vai dar em nada, isto para mim não vale nada"... Além de odiar que comecem frases com "É assim..." aquilo de que falava era um só um diploma que correponde a uma licenciatura que aquela instituição nunca vai ter categoria para ministrar...
Uma tristeza. A arrogância, o ar de superioridade, um par de bofetadões naquelas fuças... sempre que penso nisto vem-me a cólera...
Um país de mentecaptos analfabetos que se julgam mais do que os outros...
Nestes anos o R. já podia ter tirado 3 ou 4 cursos mas na hora de se matricular dá-lhe um ataque de nojo com este sistema e não consegue...

Ana C. disse...

Já se quiseres tirar um curso à base de equivalências com experiência profissional, ou fazer o exame final a um domingo, é só facilidades.
Acredito que alguém que tire um curso, por exemplo, em Harvard, ou Oxford não tenha equivalência no politécnico das berças. É tão tuguish (em oposição a british).

Luísa Livros disse...

Mas é que cada vez acho mais isso....passar a imagem de que o seu posto de trabalho é indispensável!!! Porque há muita coisa por resolver... há é muita gente a fazer que trabalha a aquecer a cadeira!!!!GODDDDDD!!!!!!