terça-feira, 7 de maio de 2013

verdade

"É como a internet, ou a televisão. Não existe qualquer centro, existem apenas triliões de pedacinhos de ruído recreativo. Nunca podemos sentar-nos e ter qualquer tipo de conversa prolongada, é tudo apenas lixo barato e desenvolvimento de merda. Todas as coisas verdadeiras, autênticas e honestas estão a morrer. Intelectual e culturalmente, andamos a saltitar como bolas de bilhar aleatórias, reagindo ao último estímulo aleatório"

*Arrancado do Liberdade, de Jonathan Franzen, que só estou a ler, porque a Melissa fez o favor de atirar um exemplar no meu colo.

13 comentários:

Patrícia A. Tomé disse...

Ai, Ai, Ai, Ai! Que agora é que fiquei mesmo com o "nérvu"!!!! A Melissa "obrigou-te" a ler o livro? Ai, Deus, que é porque ela gostou mesmo... E a Melissa tem bom gosto, sim senhora!Bem, resta-me esperar que não tenha influenciado a tua leitura com o meu comentário ao livro. Mas, enfim, foi somente isso; um comentário de uma naba ignorante que não se conseguiu apaixonar perdidamente pelo Frazen. Como te disse, gostei; mas não me apaixonei perdidamente. Quando acabares, conta-me tudo! Queres ver que se me escapou ali qualquer coisinha...? Boas leituras! Patrícia B. Tomé

Ana C. disse...

Querida Patrícia, NADA DISSO!
A Melissa emprestou-me o livro, sob grandes recomendações de excelência do dito.
Sinceramente, não posso dizer que não estou a gostar, até porque tem partes muito boas, mas também não posso dizer que estou a adorar e, como já vou a meio, acho que o sentimento se irá manter :)
No entanto, tem tiradas, tal como esta que pus aqui, na mouche.

Ana C. disse...

Gostos não se discutem mesmo. Há livros universalmente tidos como excelentes, que nunca me fizeram tremer de emoção literária :)

Melissinha disse...

É um livro de personagem, julgo eu, não é um "livro de história" - faz sentido? Aqui, a ordem é mesmo chafurdar naquelas alminhas até às entranhas. Quase todo mundo acha que sabe fazer isso, mas o Franzen realmente sabe.

Este livro fez-me - faz-me, porque ando a ler aos bocados - suspirar em certas imagens e a ironia é finíssima. Quantas vezes me perguntei "ei! Isso é para mim?" e, mais ainda: "pá, eu achava que isso fosse BOM". É um compêndio de costumes dos nossos dias.

Apaixonei-me perdidamente, mas sem qualquer tipo de compulsão. Não tenho pressa, quero lê-lo devagar. Digamos que seja, vá, a torta de suspiro dos Bolos da Marta que provei este fim de semana contra uma lata de leite condensado normal :)

Melissinha disse...

"E a Melissa tem bom gosto, sim senhora!" - HAJA ALGUÉM QUE RECONHEÇA! Vou mostrar isto ao meu marido, Patrícia.

Ana C. disse...

Melissa, eu senti isso apenas numa parte do livro, provavelmente a mesma parte que te fez perguntar: Ei, isso é para mim ;)
Depois não voltei mais a sentir, mas ainda vou a pouco mais do meio.
Tem picos bons e depois esmorece...
Mas não produz nada de linear em mim :)

gralha disse...

Concordo que é um livro de personagem e, sem entrar em spoilers, personagem que cresce, muda com a vida. Brilhantemente escrito e que se não nos dá um pontapé nos tintins para nos obrigar a pensar na própria vida, é porque andamos um bocado distraídos. Ou então sou só eu que não sou "bem resolvida"...

Ana C. disse...

gralha, também você sentiu um pontapé nos tintins naquela certa e determinada parte, que a fez perguntar: Ei, isso é para mim? :)

gralha disse...

Os meus tintins nunca mais voltaram a ser os mesmos depois deste livro, Cê. Mas se calhar era só eu que estava a precisar de parar para pensar na vida, naquela altura.

ouvirdizer disse...

Vocês são umas chatas. Ainda agora comecei a ler Zafon, já tenho o Folet na lista e agora o Franzen... olhem que estou a voltar aos poucos a isto da leitura... que, aliás, como bem devem ter notada, me tem travado de vir mais amiude a estas bandas...

Ai jesus, que Zafon é algo do outro mundo.
Reparem que o ultimo livro que li inteiro foi em 2006, um livro da Gralha que lhe devolvi o ano passado, sim, 6 anos depois, glup!
Tanto falaram no Zafon que, como diz a Melissa, Zafonei... mas de tal forma, senhoras... pareço uma agarradinha... qualquer meio minuto e vai uma dose...
Nunca li ninguém assim... ou então é porque andava faltadinha e me parece a ultima maravilha deste mundo. Como é que alguém escreve assim?...
posto isto, e ligando a este tema, o Fermín da Sombra do Vento disse algo deste género com o advento da televisão... Será que ficamos mesmo umas massas podres e despersonalizadas, uns sem alma?...
Continuo a achar que depende muito do que, e de quanto se consome.

Ana C. disse...

ouvirdizer, o zafon foi o homem certo para voltares a perder os três :)

Melissinha disse...

(Gralha, ainda nem vou a meio e o Freedom também já me abananou - e me insultou, até - bastante).

Melissinha disse...

ouvirdizer, Zafón é a última maravilha do mundo e vou casar com ele. Teremos muitos filhos.