quinta-feira, 30 de maio de 2013

f#*#*-se

O MEC não imagina o quanto o admiro. É cretino, bem sei, pois que isto de ter ídolos ainda presentes aos 37 anos, mais não é do que a prova viva que a adolescência não padeceu completamente dentro de mim. Ainda hei de escrever sobre a importância que este homem, de laçarote e cabelo encrespado, cheio de tiques e de ânsias ao falar, teve na minha juventude, quando sonhava com profissões que nunca segui, ou quando me imaginava a escrever como ele (sim, já que é para sonhar, que se sonhe em grande), mas hoje falarei apenas de um dos legados que deixou:
A palavra "foda-se".
O MEC, de laçarote e estilo impecavelmente britânico, descomplexou a língua portuguesa e ensinou-me que um "foda-se" era uma palavra tão digna de ser dita, ou escrita, como qualquer outra.
O "Foda-se" foi por ele retirado das catacumbas do desprezado calão e utilizado como qualquer outra palavra, sem ####, ou ****, com todas as letras.
É claro que um "Foda-se" dito, ou escrito por ele, não era a mesma coisa do que um "Foda-se" dito por outra pessoa qualquer, mas ainda assim era um "Foda-se", e um sorrisinho nervoso percorria-me sempre o organismo, de cada vez que o ouvia pronunciar a palavra, de cada vez que cumpria o papel de reabilitá-la, de trazê-la ao mundo dos literatos, utilizando-a as vezes necessárias à expressão do sentimento que só um "Foda-se" consegue.
Por isto, obrigada MEC. Foda-se, não sei o que seria de mim sem as tuas palavras :)





3 comentários:

Naná disse...

é tão libertador um sonoro e sentido foda-se!

Sílvia disse...

Mil chibatadas para mim que nunca li nada dele. Mas quero redimir-me e já tenho alguns na wishlist :)

Luísa Livros disse...

"Foda-se" que grande verdade disseste tu agora!!!!! Concordo contigo!!
(Para que saibas, a surpresa não está esquecida, mas alguns dias complicados por estas bandas, clima e psicológico! ;) Mas muito em breve tratarei disso que detesto ter "promessas" por cumprir!!)