quarta-feira, 10 de junho de 2009

Fazer a Diferença

Ontem ao ver um programa em que crianças com deficiências eram descriminadas, gozadas e maltratadas na escola pelos colegas, percebi mais uma vez que as crianças são capazes do melhor e do pior do mundo. Mas que pode estar nas nossas mãos tentar inverter desde cedo esta tendência para marginalizar pessoas diferentes.
Não podemos simplesmente lavar as mãos e dizer: Eles são pequenos é normal. Pois eu não acho normal este tipo de conduta.
Ser mãe/pai nos primeiros anos de vida de um pequeno ser encerra um poder fantástico. O poder de incutir a tolerância e respeito, até a defesa de alguém que esteja numa posição mais frágil.
Ser mãe não é apenas um acumular infinito de tarefas que nos deixam sem forças. É muito mais do que isso, é uma hipótese de contribuirmos para a formação de um ser humano fantástico.
Bem sei que tudo isto passa pela nossa própria conduta, mas como já disse mais de um milhão de vezes, a minha filha fez-me querer ser uma pessoa maior em muitos sentidos além do tamanho. E como isto de desejarmos o melhor para os nossos filhos não conhece limites, eu posso almejar à vontade.
Se isto não está próximo de um discurso do Padre Borga então não sei...

6 comentários:

MARIINHA disse...

Compete-nos a nós pais, a tarefa de preparar melhores seres humanos. Mas apenas lhes damos as bases, porque o resto depois é dado pela sua própria personalidade. Mas ficam lá os princípios. Em várias situações dou por mim a pensar, mas que diferentes de mim são os meus filhos!Onde é que eles foram buscar isto? Têm ideias às vezes antagónicas das minhas.E mesmo entre eles, têm diferentes maneiras de ser e de estar na vida. Mas pelo menos ensinei-os (a base está lá) que é,a respeitarem os outros e as suas ideias.
Como pais temos de facto alguma responsabilidade naquilo que eles vêm um dia a ser como pessoas, mas só até certo ponto.Não sei se concordas comigo. Beijinhos Anocas

Melissinha disse...

"a minha filha fez-me querer ser uma pessoa maior em muitos sentidos além do tamanho."

Não sabia que querias engordar, fia! :D


(eu a prevaricar posts sérios)

Only Words disse...

Educar é uma missão desafiante e complexa. Além do que possamos ensinar no dia a dia, não nos podemos esquecer que existem uma série de factores exógenos, os quais nem sempre controlamos, como sejam os comportamentos de terceiros, que não os educadores.
No que diz respeito ao mote do post, infelizmente a discriminação existe, em especial por parte dos adultos, os pais dessas crianças, inclusive. Quando assim é, o circulo fica minado. A minha mãe é professora do ensino especial e, como costumo dizer, cresci no meio de pessoas portadoras de deficiência, na sua maioria, mental. Esta experiência fez de mim uma melhor pessoa, mais atenta, mais preocupada e mais sensível aos handicaps de quem me rodeia!

Ana C. disse...

Mariinha é claro que concordo contigo. A nós cabe-nos um pouco lançar os alicerces. O resto não está nas nossas mãos controlar.
Mas a realidade é que há muitas crianças/adultos por aí sem qualquer tipo de valores básicos de vida...

Ana C. disse...

Ai Melissa que tenho que explicar tudo. Tamanho em altura e não para os lados!!! Uma pessoa a tentar ser poética vens tu e pluft estragas tudo...

Ana C. disse...

OnlyWords gostei muito das tuas palavras. E ainda me dão mais força no sentido de dar algumas bases sólidas à minha filha. Por isso falo que tenho que ser a primeira a dar o exemplo.
E como vês o facto da tua mãe lidar com crianças diferentes incutiu em ti o respeito por eles...