domingo, 31 de maio de 2009

Ai que Prazer Não Cumprir um Dever

"Faz o que tens que fazer e só depois o queres fazer". Ouvi esta frase num filme e nunca mais me saiu da cabeça, pois identifiquei-me com cada palavra.
Sempre fui o tipo de pessoa que não consegue relaxar enquanto não terminar aquele trabalho. Ou que simplesmente não consegue ir abancar no sofá antes da cozinha estar arrumada. Que não tenta sequer começar a ver um filme antes da filha tratada e adormecida.
A sério que gostava de conseguir ser diferente, já tentei mais do que uma vez deixar para amanhã o que podia fazer hoje, mas nunca durmo bem quando isso acontece...
Será que isto tem cura?

28 comentários:

Melissinha disse...

A cura é a PROCRASTINAÇÃO, isto é, não deixar para amanhã o que pode fazer depois de amanhã.

Melissinha disse...

PS acho que o meu Hugo depois de ler este post te vai pedir em casamento.

Precis Almana disse...

Tem. Se passares a vida sempre com coisas para fazer, o que é por exemplo o meu caso agora, tens mesmo de deixar de fazer de vez em quando, sob pena de não viveres... Fiz isso este fim-de-semana, borrifei-me completamente para o trabalho. Não me impediu de acordar às 7 da manhã porque tinha mesmo que acordar, e de não conseguir dormir sestas porque não tive tempo! (o "social" também é consumidor de tempo :-))

Kitty disse...

Querida amiga, não tem não, eu tb já tentei ser de outra forma e não consigo, cá em casa já me perguntaram onde é que se tira as pilhas :D

MARIINHA disse...

Acho que vai passando, mas só com a idade.
Qualquer dia vais dar por ti a deixares qq coisa para depois, e já não te faz tanta confusão. Não vais ficar sempre assim. Nós mudamos. Beijokas

Melissinha disse...

Realmente eu sou um bicho raro neste blog. Deito livros fora, procrastino até não mais poder, choro para fora, hehe.
Vive la difèrence!

Miguel disse...

Pois... tenho uma em casa que é igual. Mas eu cá não!!
Eh,eh,eh,eh...
(Melissinha, tou contigo!)

Daniel Monferrato disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel Monferrato disse...

Devia experimentar, pois acho que se estivesse inteiramente contente com o facto de ter de andar a correr atrás das suas tarefas, não tinha escrito este post.
Não se trata de se tornar desleixada, passa antes por encontrar um equilibrio entre o que é indispensável e urgente e, o que pode esperar.
Experimente fazer uma hierarquização das tarefas, verá que nem tudo é assim tão importante. Deixe a loiça do jantar para lavar no dia seguinte, se tiver um bom filme para ver, que não advirá daí mal ao mundo!

Miepeee disse...

Nao sei porque sofro do oposto. Gostava de ser um pouquinho menos preguicosa, é que tudo o que pode ser feito amanha podes crer que nao e feito hoje :P
Beijinho.

Tasha disse...

Pois eu tenho uma forca alienígena que me empurra para o sofá, mesmo tendo a loica do jantar por arrumar e a cozinha toda virada do avesso. Eu juro que nao quero, que é contra a minha vontade, mas estes aliens teem muita forca e conviccao.... Que fazer... Se nao os podes vencer, junta-te a eles... E VIVA A PREGUICA!!!!!

c disse...

Eu junto-me aos outros - também nasci com genes do género "nunca faças hoje o que podes deixar para amanhã". É uma das minhas missões lutar contra esta natureza ociosa. Resultados à parte, acho que a busca do equilíbrio é sempre positiva!
Ah, e lesse o meu marido este post, já seriam duas as propostas de casamento ;)

JBrito disse...

Têm, chama-se; Gestão de tempo.

Ana C. disse...

Melissa inverteste a coisa: A cura da procrastinação é que foi encontrada por mim :)

Ana C. disse...

Precis claro que se não tivesse tempo nem para me coçar, teria que arranjar um tempo para mim sob o risco de enlouquecer. Fizeste muito bem em teres ido desopilar :)

Ana C. disse...

Kitty empresta-me as tuas pilhas que as minhas não são duracel :)

Ana C. disse...

Mariinha és capaz de ter razão, eu até estou melhor do que era há uns anos atrás. Mas odeio ter trabalho pendente. Prefiro despachar o mau para gozar melhor o bom...

Ana C. disse...

Miguel seu preguiçoso!!!!!! Toca a mexer!!!!

Ana C. disse...

Daniel Olá, bem vindo! É claro que não estou contente. Gostava de ser mais relaxada...
Muito obrigada pelos teus conselhos. O meu problema é com o trabalho mesmo, pois trabalho em casa e enquanto não tiver tudo despachado não consigo relaxar...

Ana C. disse...

Mieepe troca um bocadinho comigo please :)

Ana C. disse...

Tasha se eu pudesse estava sempre estirada no sofá a cantar viva a preguiça, mas o dever chama-me. E só depois de dever cumprido é que me atiro para o sofá :)

Ana C. disse...

C o meu marido queixa-se de mim por estes motivos que descrevo aqui, eu sou uma chata mesmo :)

Ana C. disse...

JBrito mas o que me acontece é precisamente por gerir bem o meu tempo. Faço o que tenho que fazer para fazer o que quero fazer :)

Daniel Monferrato disse...

Obrigada Ana. Nas minhas recentes aventuras pela blogosfera, descobri ontem este blog de que gostei bastante.
Pois, isso de trabalhar em casa é bom, mas tem as suas desvantagens. Deve parecer que se está sempre de serviço: o mesmo espaço para ser profissional, esposa, mãe. Talvez ajude, arranjar um horário, para além do qual te proibas de colocar mais um agrafo que seja. Assim, uma espécie de picar o ponto, interno...

Ana C. disse...

Daniel trabalhar em casa tem muitas vantagens, mas algumas desvantagens também. Se não formos muito rígidos em termos de horários não resulta. Mas como o meu trabalho depende muito de inspiração, esta às vezes decide abandonar-me nas piores alturas e deixa-me num estado de ansiedade enorme. Pois nunca mais termino o trabalho e, logo, não relaxo...
Mas agora com essa de estarmos sempre de serviço disseste tudo e até me senti mais compreendida ;)

socasmoinhosebicicletas disse...

Já somos duas! Também sinto enorme necessidade de despachar as coisas chatas para depois ter os momentos de descontracção quase como se isso viesse como uma recompensa. E até sei porque sou assim: porque fui educada desta maneira chata e demasiadamente disciplinada. Aliás, quando alguma vez meti a preguiça à frente das obrigações/deveres não me senti apenas e só culpada, estive sempre com receio que a qualquer hora a minha mãe me irrompesse casa adentro, de chinelo em riste, a chamar-me desmazelada. LOL
Das raras vezes que o faço não consigo relaxar, por isso opto por fazer o que tenho a fazer e só depois fazer o que realmente me apetece.

Ana C. disse...

Socas tal e qual. Meu Deus será que eu também tenho um trauma? Nunca tinha pensado nisso. A minha mãe era uma soca de madeira daquelas do Dr.Schol...

Banita disse...

Eu que era muito de "não deixar para amanhã o que posso fazer hoje"... mudei e mudei para o oposto! Agora é mais: "deixa lá que amanhã logo faço!" O méxico mudou a minha vida e ainda não percebi que foi para bem ou para mal...