terça-feira, 12 de maio de 2009

Homens da Blogosfera

Porque é que na blogosfera e na vida real também temos mais mulheres a falarem de sentimentos do que homens? Será uma táctica de defesa pessoal?
Na vida real nada dizem, pouco se expõem e deixam a tontinha desbroncar-se toda acerca do que sente, do que gosta, do que queria de um homem e depois zás, dão-lhe o golpe de mestre encarnando subitamente tudo aquilo que ela já deixou no ar. De seguida temos aquela amiga que vem ter connosco sonhadora e diz: Ele adivinha-me antes de mim própria. E nós não querendo magoá-la, soltamos um: Mas exactamente o que é que lhe falaste de ti?
Só que na blogosfera não há estas regras de retracção/ataque (pelo menos eu acho que não há). Então porque não mostrarem mais um bocadinho do vosso avesso? Sem estarem refugiados no humor, na política, no sarcasmo que, repito, adoro, mas às vezes sabe a pouco...
Eu sei que eles também os têm, aos sentimentos e fundos que se farta. Então porquê esse medo de se exporem, esse pé atrás sempre que têm que ligar o coração à boca, ou à escrita?
Adoro os blogs sarcásticos, cheios de humor, despreocupados dos meus companheiros de blogosfera. Mas adoraria que um dia eles se passassem todos da cabeça e desatassem a polvilhar a sua escrita com um bocadinho deles.
As mulheres sem dúvida são bem mais corajosas nestas coisas do coração, entram nisto de peito aberto. Ou então são tremendamente parvas ainda não percebi bem...

25 comentários:

Banita disse...

Corajosas ou desbocadas? Eu, no meu caso, voto conscientemente na 2ª...
Parvas, não, de todo!
Eles é que não se abrem, nem anonimamente... não sei como é que se solta a língua a um homem... Só talvez à custa de uns cocktails poderosos, mas na blogosfera é um bocado difícil...

raquel disse...

Também ainda não percebi bem se somos corajosas ou parvas :)

Ainda hoje, ao falar de homens/mulheres, com um amigo, disse-lhe que as mulheres gostam de um homem que lhes transmita, em simultâneo, sensibilidade e um sentimento de segurança (um homem que dê um abraço forte, daqueles que nos fazem sentir protegidas). Ele perguntou-me se eu estava bem. Disse-lhe que sim, que estava bem. Respondeu ele: «é que normalmente as mulheres dizem essas coisas quando estão vulneráveis». Só lhe disse para não se iludir, que quando as mulheres se calam, quando as mulheres criam uma barreira de silêncio e se fecham numa concha dura, aí sim estão verdadeiramente vulneráveis :)

Realmente, a maioria dos homens tem dificuldade em perceber a facilidade com que falamos de afectos e sentimentos. E vêem fragilidade onde existe apenas maturidade.

Kitty disse...

Eu acho que os homens não falam dessas coisas do coração com medo de parecerem uns paneleirotes :) Parvalhões!

Quanto às mulheres, sim, somos umas parvalhonas de primeira.

Ana C. disse...

Banita eu acho que há o ser desbocada e o não ter medo de falar do que se sente. São duas coisas diferentes. Há homens que nem à base de uma garrafa inteira de vodka vão lá...

Ana C. disse...

Raquel muito bem vinda e para primeira vez no meu cantinho tenho que te agradecer, pois adorei as tuas palavras. Acho que quando conseguimos falar de emoções, de afectos sem complexos é porque crescemos um bocadinho sim.

Ana C. disse...

Kitty AH AH AH AH AH AH
Eu acho que eles têm um lado mais racional que insiste em comandar tudo o resto. Mas incógnitos porque não passarem-se um bocadinho da tola?

Mena disse...

ola Ana!
Adorei!!!
Na minha opinião, nós somos de todo mais corajosas!
Por vezes é preciso muito mais coragem para chorar do que para outra coisa qualquer..
eles, com medo de chorar não se riem e não mostram que tambem eles têm medo...
o medo é coisa de gaija.. lol...
um beijinho

Ana. disse...

Eu sempre tive o coração perto da boca e por estas bandas tenho-o muitas vezes na ponta dos dedos.
Nunca tive receio de dizer o que sou, o que me enche o coração e o que me corre nas veias, mas já senti que ao fazê-lo me estava a tornar mais vulnerável.
Talvez os homens não gostem de sentir essa vulnerabilidade e por isso se retraiam.
Mas até nem me queixo, porque para mim, quanto maior for o mistério, maior o charme!!
Em relação aos homens, claro, que mulheres gosto delas sem papas na língua!!

Francisco disse...

Já pensaste que podemos ter falta de jeito para escrever?!

Melissinha disse...

Eu sou de marte, como sabes, e cada vez que me desbronco toda dá vontade de voltar atrás e apagar, hehe.

DeepGirl disse...

A verdade é que os homens gostam de analisar, apalpar terreno, e estarem seguros do que vão dizer/fazer. Só após estarem convictos de que o passo que darão relativamente ao diálogo descontraído não lhes trará repercussões ditas "desaprovativas", é que o fazem.
O que entendo por "desaprovativas"?
Bem, ao contrário de nós, mulheres, na generalidade, temos um desenvolvimento muito mais "predador", e pronto a contra-atacar.
Os homens demoram mais a reagir, e sentir, a entender. E temem demorar tempo de mais, ou melhor ainda, fazê-lo e não serem entendidos, ou mal interpretados.
Opá... As mulheres querem lá saber das consequências do que dizem!
Quando dão por ela, já estão a falar mal de não sei quem, e sabem perfeitamente que até lhe vai chegar aos ouvidos. Pensam nisso?
Pensam. Preocupam-se com isso? Era só o que mais faltava!
Nós mulheres, temos língua, temos sentimentos...
Eles têm sentimentos, mas têm mais ponderação. São homens. Complementam-nos :)

É sempre bom dar aqui um salto :)

Kisses!

Joanissima disse...

Eu acho que são mais parvas... e mais desesperadas, nalguns casos... eheheheh

Only Words disse...

Acho que as mulheres, algumas, deveriam ser mais contidas na partilha de sentimentos, em sinónimo de defesa. E concordo que os homens são sensíveis, alguns, tanto como as mulheres. Talvez por não exporem tanto o que sente, consigam resguardar-se e adormecer sentimentos que, quando alimentados, ganham maior expressão.

Ana C. disse...

Mena eu acho que somos diferentes dos homens em muitas coisas e isso não é necessáriamente mau. Se fossemos iguais perdia a piada toda. Mas eu gosto de ler o que os homens têm dentro de si e sei que eles têm muita coisa que não dizem...

Ana C. disse...

Ana. Eu concordo contigo. Eles têm medo de se tornarem vulneraveis sim. Mas não deviam ter... O mistério pode dar para os dois lados. Imagina que o tipo é um criminoso? Ah Ah Ah

Ana C. disse...

Francisco vou-te corrigir: Falta de jeito para escrever sobre aquilo que sentem. Porque falta de jeito para escrever não me parece de todo que tenham...
Quanto ao primeiro obstáculo é só começar, depois não conseguem parar ;)

Ana C. disse...

Melissa de cada vez que te desbroncas dá vontade de dizer: Mais, mais, mais ;)

Ana C. disse...

DeepGirl é um facto cientifico:
AS mulheres falam e depois pensam. Os homens pensam e depois falam.
Shuif Shuif

Ana C. disse...

Joaníssima acho que há de tudo e para todos os gostos. Uma mulher desesperada é muito perigosa sim, principalmente para si própria ;)

Ana C. disse...

Only ords e eu penso que me puseste a pensar. Nunca tinha pensado que pelo facto de eles não falarem tanto sobre o que sentem poderiam com isso ficar mais frios. Será? Ou se calhar estão a ferver por dentro, à beira da explosão...

Miguel disse...

Ora aí está um tema acerca do qual sempre quis escrever!!
Acho que tem a ver com o facto de que sentimos as coisas de forma diferente... quanto mais envelheço mais concluo que somos mesmos diferentes.
Mas uma coisa é certa! A maioria dos blogs que me interessam são escritos por mulheres!

Pedro Barata disse...

Depende das pessoas. No geral, talvez tenhas razão, mas claro que não é tudo tão linear.

Ana C. disse...

Miguel estás à espera exactamente de quê para escreveres? É preciso um desafio?
Mas uma coisa é certa somos mesmo diferentes e não devemos tentar mudar, mas encaixar.

Ana C. disse...

Pedro é claro que falo no geral. Sei que nem toda a gente é igual...

Izzie disse...

Acho que nos está nos genes:)
é uma necessidade, é um sentir que não basta quem nos ouve no dia-a-dia, é a insatisfação característica, é a vontade de falar e dizer o que queremos da meneira que queremos.
Quanto aos homens, acgo que se chama medo. Nada mais.