sábado, 7 de fevereiro de 2009

A Importância de (saber) Estar Acompanhado


Tão importante como saber estar só é saber viver com alguém. Porque ninguém disse que o amor, por muito forte que seja, supera tudo. É preciso uma grande dose de Sensibilidade e Bom Senso para partilharmos a nossa vida, a nossa casa, o nosso Eu com outra pessoa.
Na perspectiva do homem: Tem que aprender a dar quase sempre razão à sua mulher, mesmo quando sabe estar certo.
Tem que saber lidar com o facto de a sua resposta nunca ser suficientemente boa, completa, profunda para satisfazer o lado feminino da casa.
Tem que aprender a dizer que a adora, por muito que ache que aquilo que faz fala por si.
Tem que, pelo menos, uma vez por mês surpreendê-la. Elas dizem que gostam de flores, mas acreditem que não há nada que as derreta mais do que cozinharem para elas, ou fazerem uma qualquer tarefa doméstica por elas. É vê-las depois retribuirem da melhor forma possível :)
E por último, mas não menos importante, tem que a fazer sentir-se valorizada.
Na perspectiva da mulher também há que batalhar pela harmonia, pois esta não surge como que por encantamento.
A saber então:
Por muito que vos irrite certos hábitos que eles trazem de casa dos pais, não percam o tempo todo do vosso convívio a tentarem mudar todos os seus vícios, focalizem-se apenas em alguns. Eu já aprendi que podemos até ensinar-lhes certas coisas, mas eles acabam por voltar sempre ao mesmo. Em suma: Não percam tempo com as mesmas frases, passem vocês à acção.
Façam-nos sentir-se necessários, peçam-lhes ajuda para mudar uma lâmpada. Eles gostam.
Elogiem-nos com alguma frequência, eles são mais carentes do que aparentam.
Quando eles dizem: Já vou, tem mesmo que ser agora, não pode esperar 1 minuto? Façam vocês mesmas. Acreditem que poupam muita dor de cabeça. (Isso, ou ameacem-nos com uma panela na cabeça)
Não fiquem à espera que eles adivinhem os vossos desejos mais íntimos, digam mesmo com todas as letras o que é que vos apetecia e eles fazem de bom grado.
E aqui ficam algumas pequenas regras que me têm ajudado a sobreviver neste mundo de viver com outra pessoa. Acho que o mais importante é a tolerância e a sensibilidade para percebermos quando e até quando podemos pressionar, ou largar na medida certa. Tudo isto regado com muito amor e amizade e temos uma receita capaz de tornar tudo um belo passeio no parque...

17 comentários:

Sunrise disse...

Ai Ana C., fazes parecer tudo tão simples!!! Mas sabes que é precisamente quando eles dizem: "Já vou! Tem que ser já???", que me irrita mais??? É óbvio que se eu estou a pedir ajuda é porque preciso para aquele momento, não é mais tarde. É como se eu estivesse a afogar-me e só depois de acabar o jogo de futebol ele me fosse lá salvar. Será que é tão difícil eles perceberem isso????? É tão simples!!!!!!

Ana C. disse...

Sunrise, tens que ver a coisa como uma deficiência congénita sem cura. Ao tentares curá-lo não ganhas nada e só perdes tempo e saúde. Acredita. Homens e Mulheres hão-de ser sempre seres muito diferentes, não é só o teu... Tens sempre a alternativa de lhe dares com uma panela na cabeça:)

Sunrise disse...

Acho que nem com panela vai lá... Os homens não percebem, está visto! Acho que vou mas é comprar o livro "Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus". Pode ser que ajude!

Ana C. disse...

Sunrise, esse livro só deve dizer aquilo que nós já sabemos por experiência própria. Não conseguimos viver sem eles nem com eles :)
Temos que equilibrar a balança, nós não podemos ser tão picuinhas e eles não podem ser tão vagos. Dar um bocadinho dos dois lados sem nos anularmos.

Sunrise disse...

Deves ter razão em relação ao livro... Acho que perdi todas as esperanças!

KILGORE disse...

Quem disse que nas relações, o 1+1 é igual a 2:)???
Boas pistas, vê-se que são sentidas:)

Ana C. disse...

Kilgore, cada vez estou mais convencida que nas relações 1+1 é igual a 7 num dia, a 67 no outro, a zero na semana seguinte :)

Cristina disse...

:) Bem mais difícil do que viver só... LOL

Cristina

Brisa disse...

É difícil colocar as tuas ideias em prática. Mas sem dúvida que todo o esforço é compensado. Sempre defendi que viver com alguém não é nada de transcendente, apenas cada um tem de ceder só um bocadinho, e com boa vontade.

Ana C. disse...

Cristina, lá isso é verdade. Ninguém disse que viver "Com" era mais fácil do que viver "Sem"...

Ana C. disse...

Brisa, viver com alguém é o melhor exercício do mundo contra o egocentrismo. Aquilo que tu defendes, eu também defendo, mas têm que ser os dois a ceder e não apenas um :)

Eumesma disse...

Muito eu teria para dizer sobre este post e este assunto, mas não posso (obviamente) por aqui..
Sensibilidade, muito bom senso, muita tolerância e prinpcipalemnte o deixar o "eu" lá fora, ou seja não o deixar por completo, mas ter a noção de quando o "eu" é mais importante do que o "nós"...
Fazer sempre o outro sentir que é valorizado, mostrar de todas as maneiras que gostamos do outro que ele é indespensável á nossa vida...
Mostrar-lhe que casamos ou decidimos viver com alguém porque esse alguém é de facto o ser mais importante da nossa vida...
E é isso (que já é tanto) essencialmente..
Sem isso pode existir mto amor que nada vai durar muito tempo..

Digo eu que sobre isso tenho bastante (e má) experiência...

Undutchable disse...

Dar-lhe com uma panela na cabeça é uma sugestão óptima! LOL Espero depois não vir a ter problemas com a APAV holandesa. LOL
Agora a sério: ler-te é simplesmente uma delícia, ainda para mais quando falas de casos práticos e transversais. Obrigada pela partilha.

Ana C. disse...

Eumesma, não podes porquê? Aqui podes tudo, força!

Ana C. disse...

Undutchable, porque é que não tentas com uma soca/tamanco holandês? Aí um pontapé resulta e podes sempre dizer que foi acidente :)

banita disse...

Onde será que eles aprendem todos essa do "Já vou? tem de ser agora?"
"Não, continua aí no pc que eu só preciso de ajuda a carregar com 5 cestos de roupa suja para por a lavar! Não te levantes da cadeira que eu consigo fazer tudo sozinha! Estava mesmo só a ver se te chateava!!!"
Que chatos, irra!

Ana C. disse...

Banita, eles de burros não têm nada. É apenas um truque baixo, porque sabem que acabamos por fazer nós :)