domingo, 1 de março de 2009

Dias Que nos Marcam

Há dias que nos marcam a vida para sempre.
O dia em que o meu pai saiu de casa e a minha mãe me disse que eles se iam separar, tinha eu sete anos.
O dia em que te reencontrei quando já mal me lembrava do teu rosto.
O dia em que segurei o exemplar do meu livro nas mãos e chorei de pura felicidade.
O dia em que falámos pela noite dentro na praia e nos pusemos a par de tudo o que nos tinha acontecido durante o tempo em que havíamos estado separados.
O dia em que terminei o meu curso.
O dia em que apareceste aqui em casa com uma rosa amarela e uma garrafa de tinto e eu tive a certeza de que já não me vias apenas como uma amiga.
O dia do nosso casamento.
O dia em que soube que estava à espera da nossa filha.
O dia em que ela nasceu.
E todos os dias em que acordo com o teu braço sobre o meu corpo, como se durante o sono tivesses medo de me perder.
Agora que olho para trás, na maioria dos dias que me marcaram, tu estavas lá.

21 comentários:

Joanissima disse...

: )

Isto é um novo desafio?

Ana C. disse...

Joaníssima eh eh Força!

JS disse...

Eu costumo dizer ao meu sobrinho mais velho, que ele está sempre comigo nos momentos mais importantes, e é verdade. Essa partilha dá-nos uma cumplicidade enorme. Pena agora ele estar tão longe...enfim é assim que a vida tem de ser. Agora estou toda saudosa do meu menino, buáaá!!!

Obrigada por esta partilha.

AnaMoreira disse...

E deve ser de facto uma sensação maravilhosa olhar para trás e constatar isso.. Bjs*

Ana C. disse...

JS que sobrinho maravilhoso que esteve sempre lá nos dias que te marcaram mais. Muitos ainda virão de certeza, não fiques triste :)

Ana C. disse...

Ana é mesmo uma sensação boa como tudo :)

Izzie disse...

Passei por cá, gostei e tornei-me seguidora...

Identifiquei-me com muitas coisas que aqui dizes.
A tua livraria, por exemplo... Não é exactamente o mesmo mas, um dia que tenha a minha própria casa, há duas coisas que sonho ter: uma capela e uma biblioteca. Onde me possa perder por momentos.

Beijinho

MARIINHA disse...

Grande parte da nossa vida deveria ser partilhada, nos bons e nos maus momentos com a pessoa a quem entregámos o nosso coração. Deve fazer parte da nossa história de vida. É o que se passa contigo e que retratas tão bem. Vais ter certamente muitos mais dias importantes em que ele lá estará. Um bj

MARIINHA disse...

Só agora ao reler o teu post sobre os dias mais importantes, eu me apercebi, que o título do teu blog é afinal o título do teu próprio livro. Ana C. é o nome da autora do livro "A vontade de Regresso". Vou comprá-lo! Bjs

Ana C. disse...

Izzie e eu gostei muito da tua visita, volta sempre :) Quanto aos nossos sonhos, confesso que também não me importava de ter uma casa como a dos teus sonhos...

Ana C. disse...

Mariinha, entendeste-me na perfeição. Quanto ao livro, este blog surgiu na minha cabeça como uma forma de lhe dar alguma voz. Publiquei-o há já alguns anos e a editora nunca se esforçou muito para publicitá-lo. Há uns meses atrás ligaram-me a dizer que iam destruir alguns exemplares por falta de venda. Deu-me uma tristeza tão grande que criei o blog só para homenagear de alguma forma o meu "filho"
Depois é claro que o blog extravazou para muito mais :)

Cristina disse...

:) Fiz mentalmente este exercício e na maioria dos dias, o meu também está lá!

Cristina

Ana C. disse...

Cristina, então ainda bem que fizeste o exercício :)

Precis Almana disse...

Lindo!

Ana C. disse...

Precis obrigada :)

Ana. disse...

Ora aqui está mais um dos teus textos que me deixou completamente arrepiada.
Lindo.
;)

Ana C. disse...

Ana, obrigada és muito querida.

banita disse...

Há dias e situações que nos marcam!
O meu Banito não esteve sempre lá porque ainda não era o "meu Banito". E mesmo depois de o ser, houve alturas em que ele não estava lá, mas sempre por telefone, ele arranjava maneira de estar "presente". E no "deve e no haver", isso conta muito.

Ana C. disse...

banita, mas ele já tinha entrado na tua vida em alguns desses dias que marcam. Quando acabei o meu curso, na ultima oral que fiz, ele não estava lá, mas foi a primeira pessoa a quem liguei :)

Eumesma disse...

Falta de venda, de alguém que escreve assim tão bem???
E a outra que quem sugiram que escrevesse um livro (private joke, you know who I mean ;-)), essa sim, devia tar quietita ehehe

Foi um aparte porque fiquei tristita qd disseste isso :-(, mas vamos ao post em si...

É saber que alguém nos acampanhou em alguns dos momentos mais importantes da nossa vida, saber que está lá, e que lá vai continuar é algo de precioso e deve ser sempre valorizado, lembrado.
Sabes ás vezes acho que não são só os filhos uma continuação de nós, são eles tb, os maridos, os namorados, saber que existe uma unidade, saber que continuam, no fundo saber que temos um "amparo" como diz a minha mãe (será que serei excessimente dependente a nivel de sentimentos?? Acho que sim.....)
Estão faltar-me as palavras, nunca fui muito boa com elas mas tu sabes o que quero dizer..:-)

Ana C. disse...

Eumesma, quando somos ilustres desconhecidas é o cabo das tormentas conseguirmos publicar um livro. Por acaso tive um editor que acreditou no livro, mas pouco mais fez do que editá-lo. Teve muito pouca publicidade na altura. E os livros também vivem muito da publicidade que têm. Aquilo que teve fui eu que consegui. Enfim, já passaram 7 anos e eu decidi pôr o meu querido aqui, dedicando-lhe um blog...
Quanto ao resto, eu já te tinha dito que acreditava na tua conclusão do wrestler. Quando temos alguém tudo é mais fácil :)