Não escolhe idades, credos, feitios bons, ou maus. Não olha à importância de alguém na vida dos outros, não quer saber do antes, nem do depois. Chega muitas vezes em silêncio, como um ladrão que protege a sua conduta pelo escuro da noite e quando se dá por ela, já está escondida por todos os cantos.
Causa um sofrimento físico atroz na tentativa, muitas vezes vã, de a combater.
Há várias vertentes desta doença e quando ouvimos que ela se instalou num lugar em particular, sentimos que não vai valer a pena a luta, mas a esperança acende, apaga e reacende nos olhos de quem leva a doença dentro de si, de quem a sente crescer apesar de tudo, de quem sente o seu corpo ceder a essa besta que o consome dia após dia.
De todas as doenças, de todos os males e de todas as mortes, há esta que me enerva em particular.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
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