
Até que enfim saí da sala de cinema com o copo a transbordar, sendo que o copo engloba o meu coração e quase todos os meus sentidos.
Para mim basta que me digam que é um filme do Clint Eastwood e eu já vou com a certeza quase absoluta de que vou gostar. É um realizador seguro, firme,sensível até ao tutano, calmo, sereno, sem peneiras que consegue passar tudo isso para os seus filmes.
Confesso que me custou a engolir a escolha da actriz, mas depois de a ver tudo fez sentido. Aquele olhar escondido sob a sombra do chapéu, revelava os confins da alma daquela mãe. Ela não precisou de falar muito, pois aquele olhar dizia tudo o que era importante dizer. E o Clint Eastwood percebeu isso.
Depois a música, criada por ele, entra como uma tecla mágica no momento preciso, nem um segundo antes, nem um segundo depois, polvilhando a acção da emoção certa.
Eu sou uma pessoa que gosta, ou que não gosta. Não ando a inventar adornos, nem a criar teorias sobre uma perspectiva que mais ninguém entendeu. E deste filme gostei e chorei.
É um dos que não se esquece...
