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domingo, 8 de fevereiro de 2009

A Varinha Mágica


Mãe?
Sim filha.
Sabes, eu gostava de ter uma varinha mágica.
A sério? E para quê?
Para fazer magias...
Rio-me e digo-lhe que sim, que lhe vou arranjar uma.
Mais tarde saímos as duas em busca da dita varinha. No meio de hediondos vestidinhos de carnaval e de muitas crianças em histeria na escolha da melhor indumentária para essa época grotesca, lá encontro uma varinha. Sóbria, apenas com uma estrela prateada na ponta. Ela sorri, treme já de antecipação.
Pago o objecto e já na rua, enquanto corremos debaixo de chuva até ao carro ela pede-me que tire a varinha do embrulho. Assim o faço. Ela pega na varinha como se tivesse todo o poder do mundo nas mãos.
Sento-a na cadeira do carro e corro para trás do volante.
Ela sorri, fecha os olhos e aponta a varinha lá para fora. Espera uns segundos, volta a abrir os olhos e o silêncio cai dentro daquele carro.
Então, não gostas da tua varinha? O que é que foi?
De lágrimas nos olhos diz-me: Isto não fez magia mãe.
Pensando bem, talvez seja melhor dizer-lhe já que o Pai Natal não existe...