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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Viajar Perder Países Ser Outro Constantemente

Joaníssima da Silva depois de me englobar no pacote das "Minhas Anas" pediu-me que falasse acerca das 3 viagens de sonho feitas e por fazer.
Aqui tenho um grande problema, pois 3 é pouco. É pouco para fechar numa gaveta as que fiz e pouco para colocar no meu desejo as que farei. Mas vou tentar.
- A viagem que fiz a Itália com a Rita e a Diana. Milão, Roma, Florença e Veneza. Fomos as 3 numa espécie de despedida da vida de solteiras, ainda que não soubéssemos que assim era. Desde essa viagem que cada uma acabou por seguir o seu rumo adulto, mas as melhores memórias não foram embora. Os cigarros fumados a seguir ao jantar numa tranquila ponte em Veneza (nenhuma de nós fumava já, mas abrimos excepção), as conversas sobre amores desejados, os cafés caríssimos das esplanadas nas praças principais. Quando me lembro desta viagem, lembro-me que vivi.
- A primeira vez que conheci os Estados Unidos num misto emocionante de filme e de reencontro com um país que já conhecia pelos livros e pelo cinema.
- A nossa Lua de Mel por representar o começo de tudo. Praga com a sua vida, a sua música, as suas cores. Salzburgo como a terra que viu Mozart nascer e que nos abrigou de mão dada a acertarmos o passo um pelo outro.

As 3 viagens que sempre desejei fazer e que estou certa farei um dia mais tarde:
- Chile e aqui admito pela Isabel Allende :)
- Nova Zelândia por ser nos antípodas, por significar que conheci o outro lado do mundo.
- Escócia. Esta terá que ser a nossa próxima incursão. Por todo o misticismo inerente e por sempre ter sonhado pernoitar num castelo assombrado.

Gostava muito de saber sobre as viagens imaginárias e reais da Raquel, do Miguel e da Melissa. Por isso considerem-se desafiados.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Viajar Correr Países, Ser Outro Constantemente



Desde que me conheço que viajo. Algumas dessas viagens foram feitas bem dentro do meu pensamento, outras implicaram muitos quilómetros de distância.
A partir do momento em que a Alice nasceu a disponibilidade para partir limitou-se muito. Na primeira viagem que fiz depois dela ter chegado às nossas vidas, a Budapeste, fui o caminho todo convencida que o avião se ia despenhar e ela ia ficar órfã. Mas acabou por nos fazer muito bem esse tempo para nós como casal. A descoberta de uma cidade de mãos dadas, jantares a dois, palmilhar ruas e ruas e ruas sempre à procura de encher a vista com tudo o que um país tem de diferente do nosso enriquece-nos sempre mais do que posso dizer em palavras.
Acho que é das sensações que mais me preenchem, chegar e descobrir outras cores, outras línguas, outras pessoas, outra arquitectura, outra cultura.
Por isso este ano não podia ser diferente, tínhamos que ir para algum sítio. A nossa ideia inicial era Edimburgo e de lá alugaríamos um carro para visitarmos um bocadinho dos lagos e de todo aquele verde maravilhoso. Mas a Escócia revelou-se impossível, quer pelo pouco tempo que temos,quer pelo preço. Mudámos para Viena. Depois de muitas buscas, os aviões ou chegavam lá à noite, ou eram demasiado caros.
Então hoje tomei uma decisão radical: O nosso próximo destino em Maio é a Suécia!!!!! Por incrível que pareça era o destino mais em conta. É claro que depois o nível de vida lá nos deve levar à falência, mas pelo menos vamos bem para Norte.
Já estou com aquele frio no estômago e ainda falta mais de 1 mês.
Tenho muita sorte mesmo.