
Tão importante como saber estar só é saber viver com alguém. Porque ninguém disse que o amor, por muito forte que seja, supera tudo. É preciso uma grande dose de Sensibilidade e Bom Senso para partilharmos a nossa vida, a nossa casa, o nosso Eu com outra pessoa.
Na perspectiva do homem: Tem que aprender a dar quase sempre razão à sua mulher, mesmo quando sabe estar certo.
Tem que saber lidar com o facto de a sua resposta nunca ser suficientemente boa, completa, profunda para satisfazer o lado feminino da casa.
Tem que aprender a dizer que a adora, por muito que ache que aquilo que faz fala por si.
Tem que, pelo menos, uma vez por mês surpreendê-la. Elas dizem que gostam de flores, mas acreditem que não há nada que as derreta mais do que cozinharem para elas, ou fazerem uma qualquer tarefa doméstica por elas. É vê-las depois retribuirem da melhor forma possível :)
E por último, mas não menos importante, tem que a fazer sentir-se valorizada.
Na perspectiva da mulher também há que batalhar pela harmonia, pois esta não surge como que por encantamento.
A saber então:
Por muito que vos irrite certos hábitos que eles trazem de casa dos pais, não percam o tempo todo do vosso convívio a tentarem mudar todos os seus vícios, focalizem-se apenas em alguns. Eu já aprendi que podemos até ensinar-lhes certas coisas, mas eles acabam por voltar sempre ao mesmo. Em suma: Não percam tempo com as mesmas frases, passem vocês à acção.
Façam-nos sentir-se necessários, peçam-lhes ajuda para mudar uma lâmpada. Eles gostam.
Elogiem-nos com alguma frequência, eles são mais carentes do que aparentam.
Quando eles dizem: Já vou, tem mesmo que ser agora, não pode esperar 1 minuto? Façam vocês mesmas. Acreditem que poupam muita dor de cabeça. (Isso, ou ameacem-nos com uma panela na cabeça)
Não fiquem à espera que eles adivinhem os vossos desejos mais íntimos, digam mesmo com todas as letras o que é que vos apetecia e eles fazem de bom grado.
E aqui ficam algumas pequenas regras que me têm ajudado a sobreviver neste mundo de viver com outra pessoa. Acho que o mais importante é a tolerância e a sensibilidade para percebermos quando e até quando podemos pressionar, ou largar na medida certa. Tudo isto regado com muito amor e amizade e temos uma receita capaz de tornar tudo um belo passeio no parque...
