
O novíssimo Miguel C. com o seu post acerca da hora que passa sozinho fez-me pensar. É que às vezes sinto falta de mim. No meio das panelas, do computador, dos brinquedos espalhados pelo chão, da televisão ligada, dos personagens a que tenho que dar vida todos os dias e cuja vida já se confunde com a minha, da família alargada, próxima, das tarefas que tantas vezes me sufocam, só queria poder reencontrar-me nem que fosse por uma hora.
Ouvir uma ópera no volume máximo, perder-me nas páginas de um livro sem interrupções, olhar a esquina do tecto só porque sim, acordar à hora que o meu corpo quisesse e porque não? Cozinhar apenas por gosto, conduzir sem destino só para poder ouvir um cd novo do princípio ao fim. Deambular pela Fnac, folheando livros, vendo os filmes, perdendo-me nos cd´s sem hora marcada. Comprar um bilhete para a sessão da hora de almoço e ir ao cinema com a sala quase vazia.
Adoro a minha vida e o amor que sinto à minha volta, mas às vezes tenho saudades de mim...
*vou negociar isto com o meu marido. Uma semana eu tenho um dia Meu, na outra ele tem o dia Dele, durante o resto do tempo somos Nós.
