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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Aventura da Paternidade no Amor


Conheço mais do que um casal que decidiu ter filhos para melhorar, ou até mesmo salvar a relação.
A coisa está má? Vamos ter um filho, é essa a última alternativa. Um filho vai-nos fazer crescer, vai-nos unir enquanto casal. Vamos a isso. E lá vão eles a isso, mas arrancam para esta tarefa sob a premissa mais errada do mundo.
Os filhos não curam males de relação, os filhos não são anti depressivos que se tomam para melhorar o estado de espírito. Os filhos não matam carências.
Se um casal está mal vai piorar certamente depois da chegada do terceiro interveniente. Se a depressão está instalada e a carência de pedra e cal, um filho vai agravá-las.
Porque quando aquele pequeno e indefeso ser chega à nossa casa e se instala nas nossas vidas temos que estar bem para o receber.
Se existiam discussões, depois de uma noite mal dormida e de um acordar ainda pior as discussões agravam-se.
Se havia afastamento, a falta de disponibilidade para o outro vai afastá-los ainda mais.
Se havia divergências, quando chegar a altura de começar a estabelecer regras, cada um vai puxar para o seu lado.
Se existia a morte anunciada de um amor esse amor está quase certamente condenado.
Agora quando já existe alguma coisa muito forte a unir o casal, quando eles estão bem emocionalmente e desejam essa aventura da paternidade. Um filho vai fortalecê-los sim. Vai ser a prova de fogo daquele amor. Noites em branco ultrapassadas em conjunto, regras discutidas em conjunto, tarefas divididas sem imposição.
Um filho é o inicio da família com todas as letras, com tudo o que isso implica.
Ter um filho, como li há pouco tempo num blog, é viver com o coração fora do corpo... E esse coração precisa de bater bem forte.