Confesso-me ignorante no que toca a escolas e putos, pois só sei das aventuras dos filhos de pessoas próximas de mim. A Alice entrará este mês, mas cai fora do usual, pois vai mais tarde do que é costume. Ultrapassando esta bela introdução, há de facto coisas que me fazem um bocadinho de chateamento cerebral:
Porque carga de água metem os putos a comer sozinhos desde o berço? Sim, eu compreendo que seja impraticavel, alimentarem dezenas de crianças individualmente à hora das refeições, mas se o nosso puto é daqueles que não tem prazer em comer e pensa que o prato à frente dele é um mero suporte de material de brincadeira, lixam-nos a vida em casa, pois temos a criança a brincar com a comida em vez de introduzi-la na bocarra e a recusar-se a ser alimentada por nós. Um bebé de 1 ano, se não for portador de um apetite voraz, associando automaticamente o prato com comida ao saciar da fome, vai inevitavelmente brincar, atirar, projectar, gritar, enquanto o chão, paredes, tecto, mesa e afins são pintados com tinta alimentar.
Há quem ache que tudo isto é pedagogicamente encantador, que os miúdos devem ser atirados para a independência desde o útero, mas eu só pergunto:
Qual é a pressa?
Não é verdade que todos os miúdos, mais cedo, ou mais tarde comem as suas refeições sozinhos? Então e se for um bocado mais tarde, é crime pedagógico? É incompetência materna?
Ai que horror, os teus filhos ainda não comem sozinhos?
Olha não, é que se eu ficasse à espera que comessem sozinhos, olhando-os em hipnotizante encantamento, enquanto me cagavam a casa toda, fecundando-me a paciência até ao infinito, desconfio que por esta altura pesariam 2 quilos, eles e eu.
Se der fantástico, se não der, não deu.
Deckle – uma poderosa alternativa ao Scrivener
Há 1 semana


















