
Nós mulheres, temos muito a tendência de adiar o inevitável. De fecharmos os olhos e fingirmos que não nos está a acontecer, que podemos mudar o outro, que nos podemos mudar a nós próprias, quem sabe não se pode até mudar tudo. A nossa fixação em pessoas que podemos mudar é absolutamente catastrófica. Isto vai ficar diferente, eu sei que vai. Ele gosta de mim e isso é o mais importante. Daqui a uns tempos está tudo bem. Ele diz que me ama e o que é que eu preciso de ouvir mais? Ele nunca amou ninguém como me ama a mim. Que sorte que eu tenho, vou pensar apenas nisso, ok? Não importa que ele ainda não tenha saído da outra relação, pois é de mim que ele gosta, não dela.
E assim continuamos a segredar para nós próprias que está tudo bem, a fazermos a tão conhecida auto-lavagem cerebral no sentido de acreditar na mudança a nosso favor.
Só que aqui despejo uma dura e gelada realidade: As coisas nunca hão-de ficar ao nosso gosto! Porque ninguém muda ninguém.
Posso admitir que a vida mude as pessoas, certos acontecimentos marcantes dêem abanões espirituais. Mas pessoas não mudam pessoas, simplesmente porque não. Podem até suceder temporáriamente, mas quando menos esperarem volta tudo ao mesmo.
Por isso amigas acordem. Se estiverem com alguém que queiram curar, salvar, modificar, organizar, manipular, moldar pensem simplesmente que não podem ser mães do mundo inteiro e que quando encontrarem alguém de quem gostem sem mudanças de maior, não o larguem mais porque parece-me que podem dizer Bingo!







































